quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O JÂNIO DO VATICANO

Jânio Quadros renunciou à presidência da república em 1961. Sua abdicação foi prontamente aceita pelo Congresso, e acabou sendo o pontapé inicial da cadeia de eventos que desembocou no golpe de 64. Também entrou para a galeria da fama dos tiros que saíram pela culatra. A intenção de Jânio não era sair do Planalto: era voltar aclamado nos braços do povo, ainda mais poderoso do que antes. Essa história com mais de 50 anos se parece com a que está se desenrolando neste exato momento lá em Roma. Não, não estou dizendo que Bento 16 esteja pensando em recuperar o Trono de São Pedro. Mas estou cada vez mais convencido que essa renúncia papal, tão súbita e tão sem precedentes, não passa de uma manobra para manter o controle da Igreja nas mãos do grupo de Ratzinger. Quanto mais eu leio sobre o assunto, mais me dou conta de que Sua Majestade Satânica não está tão mal assim - certamente em muito melhores condições que seu antecessor, que a esta altura já tinha empacotado. Mas são enormes os indícios de que a Cúria está rachada, principalmente depois das revelações do tal mordomo no ano passado. Infelizmente, não são liberais e conservadores que se opõem: as duas facções são linha-dura. Mas agora Adolf I vai ter a oportunidade inédita de conduzir sua própria sucessão, influenciando os cardeais e tramando nos bastidores. Se a manobra der certo, ele não será mais o Jânio, e sim o Lula do Vaticano.

9 comentários:

  1. Pense além. Não vamos denegrir a Igreja Católica. Sem ela o Ocidente não seria o que é. Estaríamos na obscuridade onde se encontra até hoje o mundo árabe. Erodir o catolicismo significa fortalecer as seitas evangélicas e o fundamentalismo islâmico, o que não me parecer ser o seu objetivo. Claro, há pontos a se discordar profundamente dos posicionamentos do Papa, mas a alternativa é terrível e assustadora. Respeitemos o grande legado da Igreja Apostólica Romana para o mundo civilizado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Desculpa, mas não fosse o protestantismo, estaríamos, sim, na obscuridade. Diga-me algum país de maioria católica que seja DESENVOLVIDO e que não esteja na Europa. Difícil, hein? E mesmo os europeus são justamente os menos desenvolvidos.

      Excluir
  2. Ja deu pra perceber: vai sair mais fortalecido do que nunca!

    ResponderExcluir
  3. Quem viver verá, e o comentário do Reformador acima disse tudo!!!!! Aquele ambiente no quesito de religião passa longe, é como qualquer governo pelo mundo ganância e poder e só isso!!!! Quem for de espírito elevado nesse meio e fizer mudanças, eles apagam, como foi no caso de João Paulo I.

    ResponderExcluir
  4. Um beijos pra você, Tony Goebbels!

    ResponderExcluir
  5. http://blogs.tn.com.ar/todxs/2013/02/15/georg_e_joseph/

    ResponderExcluir