quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A CASCA DA BANANA

Já há algum tempo que eu esperava por este dia, e ele finalmente chegou. "Passa-se o ponto". Lá está a faixa fatídica, estendida sobre a fachada da Banana Music da alameda Lorena. Foi lá que eu deixei metade do meu salário, todos os meses, durante os últimos 13 ou 14 anos. Era de longe a melhor loja de CDs e DVDs de São Paulo. A única onde chegavam regularmente os lançamentos mais bacanas, sem a gente nem precisar pedir. Verdade que nem tudo está perdido: a filial do Shopping Iguatemi continua firme e forte (se bem que, até quando?). E verdade que nos últimos tempos eu passei a comprar muito disco na Livraria Cultura, que fica a uma quadra da minha nova casa, e na Livraria da Vila do shopping JK, a dois passos do meu trabalho. Esta é a tendência imediata: os CDs se tornarem apenas uma seção de uma megastore de cultura. Mas até as megastores são mastodontes em extinção, haja vista o recente fechamento da Virgin da Champs-Elysées, em Paris. Enfim, pra frente é que se anda, e eu também tenho baixado muita música. Mas nenhum site ainda conseguiu reproduzir o ambiente físico, nem o prazer de percorrer as prateleiras e se surpreender com alguma coisa. Enquanto isto, as lojas de verdade viram cascas vazias. Credo, este é um post recorrente no meu blog.

17 comentários:

  1. Será que os Ebooks darão o mesmo destino as livrarias? Ou as compras pela internet substituirão absolutamente a compra física?... Espero q. não, amo segurar um livro nas mãos antes de escolhê-lo???

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  2. Por que vc sempre escreve "haja vistO"? Desde que eu era um niño de Jesus que a professorinha de português dizia: "haja vistA, haja vistA..." sempre que algum aluno insistia em escrever "haja vistO". Mudou o céu ou mudamos nós?

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  3. Na verdade a Virgin da Champs não fechou, só diminui de tamanho consideravelmente e perdeu a fachada!

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  4. Na Inglaterra, a outrora poderosa Virgin pediu concordata - ou seria falência? -. E, como dizia Lillian Roth, I'll cry tomorrow.

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  5. Sim, fato recorrente e pelo jeito vai continuar! Haja vistO o fechamento tb da HMV nessa semana no UK, como tb de outras grandes lojas de produtos eletronicos. Esses shops nao se adaptaram o suficiente p/competir com shopping online, que veio aqui pra ficar (basta ver as estatisticas de mercado p/comprovar, este final de ano bateu recordes em vendas), e' a nova trend.
    Pessoal/te, eu adoro bater uma calcada, ver as vitrines, entrar nas lojas, tocar nos produtos, analisar, conversar com o vendedor/a, etc..., mas logo chegara o dia que somente hair saloon, coffee shops e restaurants irao permanecer nas ruas.
    Amazon dominando, so espero que eles estejam pagando impostos no Brasil e nao como fazem na Europa, pagando nada, so enchendo o bolso, nos USA.

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    1. Nos USA a Amazon agora recolhe a sales tax em alguns estados, mas isso depois de brigarem muito contra.

      http://www.amazon.com/gp/help/customer/display.html?nodeId=468512

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    2. Professor Pasquale20 de janeiro de 2013 18:36

      Nos EUA. Não se utiliza "USA" quando se está falando português.

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  6. lembrei da boate "Banana Doce" onde a Cleycianne trabalhava no tempo em que era oca. :)

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  7. Ao mesmo as lojas de vinil vão ressurgindo aos poucos (toda a Galeria Nova Barão na República é de lojas de vinil, entre antigas e novas, cada uma em seu nicho). Que louco.

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  8. Nada a ver com o post acima mas como deve ter tomado conhecimento, o presidente da ABGLT caiu numa casca de banana, ao meu ver, solicitando os tais passaportes diplomáticos, que me parecem uma excepcionalidade.

    Dessa vez, sinceramente, fico com o Reinaldo Azevedo: http://mrnet.in/dULKZ

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  9. O correto é "haja vista". O termo nunca flexiona, seja em gênero, ou número. (Bruno)

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    1. Já corrigi, obrigado. E daqui para a frente vou passar a evitar o termo, pois juro que a forma correta me soa esquisita!

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    2. Professor Pasquale20 de janeiro de 2013 18:37

      Usa "tendo em vista que"...soa melhor e não tem erro ;)

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  10. Depois que descobri arquivos de música, e-books e quaisquer outras coisas físicas que foram virtualizadas, não consigo mais lidar com as versões físicas.
    Livros físicos? Prefiro a comodidade de um e-book, onde consigo ampliar, voltar sempre na página que terminei sem precisar lembrar ou de ter marcadores e tê-lo onde quiser, sem necessidade de carregar um tijolo para n lugares.
    CDs físicos então. Se vc derrubar no chão a caixa plástica quebra e acaba toda a magia. O CD risca, queima, estraga com o tempo. O arquivo de mídia, se ruim, um pequeno tratamento num editor de mídia resolve.
    E quanto a magia de ir numa loja e se surpreender com uma música, existe no digital, a sujestão das lojas. Vá em um artista, em algum lugar da tela vai ter vários outros como sujestão, assim como em qualquer outro tipo de loja online. Pelo digital também, você consegue até descobrir artista que, se não existe o digital, nunca chegariam a você.

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  11. Só na Alemanha as lojinhas resistem simplesmente porque a BKA tem o direito de monitorar a internet e quem baixa ilegalmente recebe una cartinha nada legal em casa.

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  12. Dá pra contar nos dedos de uma mão o número de álbums que comprei. Sempre baixei tudo de graça, mas por causa das restrições ultimamente ando comprando bastante.

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  13. Essa loja faz parte daqueles mistérios do MKT, tipo Ponto Frio. Nomes sem noção pra negócios que dão certo. Sobre o tema, eu tô tão acostumado com formatos visuais q ontem peguei uma versão deluxe de um filme francês "Boulevard do Crime" e só falava pra embalagem: que lindo! nossa q lindo!!! Assumo q aquela caixa elegante já me dá uma predisposição pra gostar da obra. Isso só mesmo no formato físico.

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