sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

UM OCEANO DE DIFERENÇA

Depois de muito tempo dominadas pela mulherada, as indicações para o Grammy deste ano vieram recheadas de testosterona. Muito rock, muita guitarra, muito artista que não me interessa. Muita injustiça também: Lana Del Rey não recebeu uma única indicação. Pela primeira vez desde meados dos anos 90, Madonna também ficou de fora - não que "MDNA" merecesse muito, mas pelo menos "Girls Gone Wild" poderia ter sido lembrada na categoria dance/eletrônica. Mas fiquei contente pelas seis indicações de Frank Ocean (ele deve ganhar pelo menos como artista revelação). Este novo cantor de rhythm'n'blues tem um timbre parecido com o do Prince e causou uma certa celeuma ao confessar que o primeiro amor de sua vida, aos 19 anos de idade, foi por outro rapaz (ele agora está com 25). Até onde me lembro, foi a primeira vez que um músico negro assumiu em público algum tipo de experiência homossexual. O hype foi suficiente para me fazer comprar o disco "Channel Orange". É interessante, cheio de efeitinhos e tal, mas não exatamente o tipo de som que eu mais adoro. Mas esta semana Ocean foi fotografado ao lado de um rapaz branco que seria seu namorado, e só isto já me faz torcer por ele. Sim, sou tendencioso, e daí?

9 comentários:

  1. Lana del Rey mereceria sim um prêmio, mas da indústria farmacêutica: "Melhor Sonífero de 2012". Muito chata. Enganação pura. Foi o ERRO do ano.

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  2. Tony, desde o ano passado que o Grammy mudou os parâmetros para elegibilidade das músicas na categoria dance/eletrônica – elas devem ser feitas, produzidas e gravadas unicamente pelos DJ’s. Teve até uma polêmica ano passado, pq a categoria só tinha artista pop (Britney, Gaga, Ke$ha, J-Lo), o que dificultava a inserção das músicas de DJs.

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  3. Mas não foi um ano brilhante pra musica, até entendo... Del Rey não acende aquela coisa intimista que sugere, Madonna provou que seus melhores discos ficaram mesmo na gravadora antiga Warner e que HardCandy foi seu ultimo lampejo criativo, no Brasil pelo menos teve o fenomeno classe c atraves do tecnobrega e do sertanejo remixado para as pistas... Sei lá ta tudo meio caotico, vai que esse mundo acaba mesmo em 21 de dezembro...

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  4. A questão, Tony, é que a mulherada só anda fazendo mais do mesmo. Nenhuma mais inova, todas com músicas falando as mesmas coisas. Já deu. Acompanho as paradas da Billboard e da Europa e tenho notado que o Indie Rock anda mundo em voga (veja o sucesso do Fun., Gotye e Imagine Dragons, para citar alguns). Letras que falam de noitadas e fins de relacionamento de forma mais realista enquanto as divas só falam sobre a mesma coisa, nos versos e ritmos parecidos. Uma hora ia cansar. As únicas que andam trabalhando bem são a Katy Perry e a Rihanna (e Ke$ha tem se esforçado bastante, vide o álbum "Warrior").
    Gosto do Frank Ocean, mas acredito que vai ser páreo duro ganhar do Fun.
    Gravação do ano, creio que Fun, Gotye e The Black Keys possuem mais chances, mas creio que esse ano é do Black Keys. "El Camino" é um álbum fantástico para quem gosta de rock que não é barulho, é melódico e com muita qualidade. Merecem bastante, mas tudo pode acontecer.
    E sinto muito: Lana Del Rey precisa se esforçar mais. Muito mais.

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  5. Lana Del Rey? Bitch, please!

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  6. Adorei a balada Bad Religion do Frank. E finalmente uma foto em que ele está bacana, odeio aquele lenço que ele amarra na cabeça.

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  7. "o primeiro músico negro" ah vá! em breve estaremos comemorando a saída do armário do sétimo esquizofrênico búlgaro perneta!

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  8. Lhama Del Rey não dá pra aguentar. Nada dá pra aguentar. Rihanna é suja, é um lixo. Grammy não é mais referência de nada.

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