quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SAFADINHA

Assisti Madonna ao vivo pela primeira em 1993, depois de torrar ao sol do Maracanã. Quinze anos depois, lá estava eu na fila do gargarejo do show "Sticky and Sweet" no Morumbi. Ontem voltei ao mesmo lugar e sinto que já deu: fechei com chave de ouro minha fase de mega-espetáculos, iniciada no mesmo estádio há mais de 30 anos com o Queen. Isto não quer dizer que eu recusarei uma área VIP ou que não vá em missão profissional, como fiz ano passado para cobrir o show de Shakira. Mas pagar do meu rico dinheirinho, passar fome, frio e necessidade, tomar chuva e depois ainda depender da bondade de amigos encontrados por acaso para conseguir carona? Já cumpri a minha cota. Fora que, depois de Lady Gaga três semanas atrás, não tem mais ninguém que eu esteja desesperado para ver. Já vi todo mundo. Já deu.

Dito isto, o show foi incrível, fabuloso, esporrante, aquelas coisas todas. Mas é evidente que a lei dos retornos decrescentes entrou em vigor e eu não sofri o mesmo impacto que em 2008. A tecnologia evoluiu de lá para cá, mas não tanto. Além disso, achei que as faixas de "MDNA" renderam menos no palco do que as de "Hard Candy". O show ideal de Madonna será aquele em que ela não quiser promover nenhum disco novo, só enfileirar os sucessos. Assim não fica nenhum de fora e todo mundo sai contente. Ou quem sabe um formato acústico, num lugar intimista? Enquanto este dia hipotético não chega, Madge continua agressiva e desbocada. Na primeira vez que veio ao Brasil, não parou de cantarolar "bunda suja", que alguém deve ter lhe dito que era o auge da ofensa no Brasil. Dessa vez ela aprendeu "caralho", periguete" e a tatuagem de ontem em suas costas, "safadinha". Como eu já tinha dito no post da outra vez, Madonna inova sem mexer no básico, e isto lhe garante a sobrevida. Agora tenho três de suas nove turnês no currículo. Isto sim que é "golden triangle".

(mais sobre Madonna em São Paulo aqui, na minha coluna de hoje no F5)


26 comentários:

  1. Tony, lendo seu post antigo sobre o S&S, digo q aconteceu o mesmo comigo: saí em estado de graça em 2008. Mas esse aí não me ouriçou nem os pentelhos!

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  2. Euzinha assisti o show de 1993 e jurei no final do show que nunca mais entraria em um estádio na vida!!! Promessa cumprida até agora!!!!

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  3. Assisti lady gaga e madonna. o show da madonna tem uma estrutura muito mais impactante mas gaga dá um baile em carisma, presença e voz...é um show a parte!

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  4. Nem morto em "pista premium" mico-cara-desconfortável.
    Fiquei e assisti duas vezes das cadeiras inferiores b (em frente aos camarotes) o show atual.
    Sentado, cheguei em cima da hora, dancei quando senti vontade de dançar, sem empurra-empurra, ir e voltar do bar ou banheiro sem medo de perder o lugar, pessoas educadas ao redor, sem fanáticos, drogados, mal educados ou bebedos.
    Meu quinto show da Madonna. Espero muitos ainda pela frente.
    Adoraria poder ver Celine, Annie Lenox e Christina Aguilera.

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  5. Você disse a mesma coisa no show da Kylie
    "Imagina isso na Madonna."
    -GOES, Tony. 8 de novembro de 2008

    EU TEGNO PROVAS!

    Nos vemos na Resurection Tour 2016.

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  6. Um show acústico da Madonna? Acho que não rola, por motivos óbvios.

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  7. vai, tio , vai na frente qeu tou cansado.

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  8. Haja energia. Eu tenho espírito de velho, mesmo. Não sei brincar nem desço pro play.

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  9. Tony mas vc nao disse qual foi melhor... MDNA OU BORN THIS WAY BALL?

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  10. Madonna é uma marca. E sua genialidade é em saber mudar conforme as tendências mas mantendo alguma coisa que você sabe que é ela. O problema é até onde ela vai conseguir "elástica" e se esticar para acompanhar as tendências do momento...

    (Esses dias escutei por azar American Life... e PQP, que musica ruim...)

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    1. A Madonna sempre foi uma marca e sempre se antecipou as tendências que estavam prestes a estourar e muitas vezes se apropriou delas, tornando-se sua maior representante. Em MDNA não existe tendência alguma e Madonna se repete como nunca aconteceu, seja nos símbolos religiosos do show, nos bailarinos de salto alto e corpos sarados de Girls Gone Wild ou na animação eufórica e boba de LUV Madonna. É um CD irrelevante e ver Madonna aos 5.4 bancando a paquita erótica é meio deprimente. Acho que o elástico arrebentou em Hard Candy.

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    2. O elástico arrebentou em "Confession on the dancefloor". Hard Candy não foi um CD fundamental, praticamente ignorado pelo mainstream e pela crítica especializada. Claro que os fãs não concordam com isso, mas é fato!

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  11. Lucas T. qual seu telefone gatinho?

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  12. Fico impressionado com o preconceito etário dos gays. Impressionante.

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    1. Ok Joãozinho. Abra uma boate para concorrer com a TW e contrate apenas go go boys acima dos 50 anos!

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    2. Em relação ao momento atual de Madonna não se trata de preconceito. Ela é e sempre será mais jovem que sua idade e isso é admirável, o que acontece em MDNA é um retrocesso, ela poderia encarnar um novo personagem de 25, 30 ou 40 anos e nos surpreender novamente, mas dessa vez ela veste personagens já vividos em outros álbuns e em L.U.V. ela quer ser uma adolescente de 17 anos, no que há de mais bobo e sem conteúdo possível, tipo cantora teen da Disney. Ficou meio ridículo na minha opinião e decepcionante porque a minha expectativa em relação à Madonna é sempre superada e não aconteceu isso nesse álbum/show.

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    3. Anônimo,

      1) gogoboy = neca pequena (empiricamente comprovado), então nem ligo pra eles;
      2) vc chegará aos 50 anos, e já deve ser bem mais velho que eu;
      3) deixa de ser pão-com-ovo-vendedora-da-Ellus, please.


      Bjs

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    4. Duas coisas são comprovadas agora: Você é uma pão com ovo, daquelas bem larga! bjs!

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    5. Ai, me critica, mas só não erra o plural, Anônimo, please.

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    6. Pão com ovismo cada vez mais comprovado. E ainda por cima, sem humor. comolhedar?

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    7. Pão com ovo, larga e sem humor. Como lhe dar, Brasil?

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    8. Ih, outra maluca achando que eu dei pra ela, mas na verdade foi o contrário? Risos

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  13. Murilo, vc tem blog? Já quero ler tudo que vc escreve.

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  14. Cadê minha linda rainha?7 de dezembro de 2012 17:55

    Não gostei de MDNA, mesma forma que ano passado achei o Born This Way da Gaga meio nada a ver com nada... Mas tem muita gente crucificando a rainha por causa de idade, a internet tem a covardia da maldade e do rancor em comentarios curtos mas que ganham dimensão planetária (Velhonna, Oldonna), nesses momentos o foco sai da seara musical e adentra as intervenções esteticas. Acho mesmo que ela pisou pra valer no acelerador dos reparos antiidade, esqueceu da musica, mas isso não apaga o brilho de tudo que ela já fez, ela tem conjunto da obra, né? De todas as eras que ela poderia ter reeditado, a melhor foi a de ray of light, onde ela parecia desencanada de ter chegado aos 40 de idade, musicas pra ferver pista e tb baladinhas pra acalmar e na ocasião linda com cabelos mais longos que o habitual e postura de mulherão, tão embaraçoso vê-la agora pagando de avril lavigne 2002-2003...

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  15. Tenho pena da madonna pelo o que ela está se tornando. Gosto das musicas, mas a pessoa madonna está se degradando demais.

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