quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PORRADA! PORRADA!

Uma turma de pitboys adorava aterrorizar os frequentadores que saíam sozinhos da extinta boate Dama de Ferro, no bairro de carioca de Ipanema. A violência foi constante até o dia em que deram o alarme lá dentro da boate. Uma galera correu pra rua e pôs os pitboys para correr. Nunca mais aconteceu nada. Quando os bullys são enfrentados, eles invariavelmente enfiam o rabo entre as pernas, pois são todos covardes. Por isto, todo apoio aos que dizem que devemos reagir no braço contra quem nos ataca fisicamente. Mas atenção ao verbo que eu usei: reagir. Nada de atacar primeiro, porque isto é contraproducente. É dar munição ao inimigo, que vai vibrar ao dizer que os selvagens somos nós. Hoje o Marcelo Cia comenta em sua coluna no MixBrasil sobre o grupo americano Bash Back, que começou como um movimento de autodefesa das bichas e descambou para uma organização quase terrorista. Não é por aí - ainda mais se pensarmos que as conquistas políticas do terrorismo foram nulas, ao longo dos mais de 100 anos em que ele vem sendo utilizado. Claro que dá vontade de pegar um taco de beisebol e partir para cima desses pastores que vociferam contra os gays em praça pública ou desses babacas que nos xingam nas redes sociais (hoje vi um dizendo que "Deus mandou matar os homossexuais, então quem for contra isto é contra Deus" - uma confissão do papel que muitas dessas pseudo-igrejas desempenham na disseminação da barbárie). Mas é bom lembrar que o o próprio levante de Stonewall, marco zero da luta moderna pelos direitos LGBT, foi uma reação à invasão da polícia naquele bar de Nova York, em 1969. Cia diz que gostaria de ver ações concretas, e eu concordo com ele. Mas não acho que o ativismo de Facebook seja tão irrisório quanto ele diz: só de nos expormos na internet, com nome e foto, já estamos dando muito mais do que a cara para bater. Que o digam Bruno Fortieri e Diogo Mosca, os brucutus da Henrique Schaumann, que agora tem as fotos de seu "bromance" enrustido expostas ao escárnio geral.

13 comentários:

  1. Fotos do bromance? Acho q perdi algo...

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  2. E o mesmo aconteceu lá na Farme de Amoedo. Mas aqui em São Paulo é mais difícil. Como saber o que acontecerá e onde? Como reagir, se eles não fizerem isso em um lugar visado, tipo a Frei Caneca?

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  3. Isso me lembra aquele período do seriado Queer As Folk no qual o Justin (o loirinho, não estou certo se era esse msm o nome) faz exatamente isso.
    Lembro que vibrava, torcia e dizia "é isso aí", até o fatídico episódio em que ele aponta a arma na cabeça daquele homofóbico-bicha enrustida-fdp. Compreendi que é muito fácil passarmos dos limites...
    Acho que seria bacana se um dia tivéssemos algo como aquele lance do apitaço que tem em algumas cidades quando os maridos covardes começam a espancar suas mulheres.
    Soou o apito? Pula biba de td que é buraco pra fazer os homofóbicos saírem voados em dois tempos!

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  4. Thiago, é exatamente isso!

    Soou o apito a gente sai dando porrada, soltando agua de xuca na cara desses monstros, o que for necessario!!!!

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  5. Isso lembra-me um post que comentei na semana passada, eu acho, dizendo que nós gays precisamos malhar ou aprender uma arte marcial para podermos nos defender. Veja se algum desses caras mexe com uma barbie?
    E precisamos acompanhar esses e outros casos, ficar encima, não deixar que sejam esquecidos.

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    1. Ficar ENCIMA ? ... EM CIMA.

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  6. Que tal pichar a loja de suprimentos de um dos caras dizendo que a gente pensa da atitude dele?

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  7. Há muito que acho que as barbies deveriam empregar melhor seus músculos além da pista das boates. Ou seja: baixando a porrada quando forem desrespeitadas. Não apenas elas, mas todos os gueis dveriam se protejer fisicamente de uma forma ou de outra. Por isso admiro as travas: elas não levam desaforo. Tenho meu taco de beisebol e spray de pimenta por prevenção. Quando aos homofóbicos do Congresso, evangélicos ou não, devemos exigir respeito desses filhos da puta, pois afinal somos contribuintes e somos nós que pagamos o salário deles, não para eles votarem contra nós, mas a favor do bem-estar da população. Boicotemos toda e qualquer empresa, marca e pessoa que nos discrimine. Denunciemos e pixemos. Enfim, mostremos quem é maioria, porque esse negócio de heterossexual ser maioria há muito tempo o paradigma já rangeu (ter mulher e filho não significa nada). A realidade confirma isso. Menos festa e mais ativismo, pessoal!

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    1. Se vc matar alguem com esse taco vc que vai mofar na cadeia. No Brasil não se acata a teoria de autodefesa matando.

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    2. Não no Brasil. Ninguém mofa na cadeia (isso quando vai preso). Acorda rapaz, tu estás no Brasil e não na Noruega!

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  8. O assunto ainda está rendendo:
    "A academia Peralta Fitness informou nesta quinta-feira (6) que o estudante de logística Bruno Paulossi Portieri, 25, --preso por agressão e suspeito de crime de homofobia-- não poderá mais frequentar o local.
    Portineri, além de ser aluno, também comercializava suplementos alimentares na loja da academia. Ele e o personal trainer Diego Mosca Lorena de Souza, 29, estão presos desde segunda-feira (2), após agrediram o estudante de direito André Cardoso Gomes Baliera, 27, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo)".
    E por que é que nós deveríamos deixar o assunto esfriar?? Vamos à luta, rapazes.

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  9. Como assim as "conquistas políticas do terrorismo foram nulas". Tem presidente - ou presidenta, mas "não sei bem que é" - por aí, eleito democraticamente, por sinal, que foram terroristas no passado. Mas isso não pode falar, né? Ainda mais se referido(a) governante faz acordos espúrios POR ESCRITO com fanáticos neo-pentecostais em troca de apoio no Congresso, a famigerada "base aliada".

    O movimento GLBT anda muito tolinho para meu gosto. Acordem! Reajam! E desconfie (especialmente de governos que dizem que te protegem, mas fazem acordos com fanáticos religiosos).

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