domingo, 16 de dezembro de 2012

O ANALÓGICO ANTEDILUVIANO

Esse cara sou eu. Não só ainda compro CDs físicos, esses artefatos arcaicos, como também livros impressos. Quer dizer, quando encontro. Já esperava não ver mais lojas de discos nessa viagem aos EUA. Sabia que a Virgin Megastore do Times Square fechou há mais de quatro anos, mas me doeu o coração ver um magazine feminino no lugar dela. Chegamos num ponto em que é mais fácil comprar discos de vinil do que CDs. O que me pgeou de surpresa foi o sumiço das livrarias. A cadeia Borders faliu e a sofisticada Riizzoli fechou vários pontos de venda. Sobrou a Barnes & Noble, que segue firme e forte com lojas de vários andares que são verdadeiros shopping centers (vendem até brinquedos). Ontem fizemos a festa na filial da Union Square. Mas, para variar, não consegui comprar tudo o que eu queria. Com quatro volumes na mão que eram verdadeiros tijolos, me senti o próprio homem das cavernas. Pesam um tonelada cada um e ocupam um espaço absurdo. Devolvi todos para suas prateleiras, decidido a encomendá-los na Amazon assim que voltar a SP. Melhor ainda seria se eu eu baixasse as versões digitais, mas a evolução é um processo lento e gradual. Uma coisa de cada vez.

11 comentários:

  1. Tintendo. O esposo teve que me puxar pelo braço para eu desistir da idéia de trazer o Sumo, de Helmut Newton, que pesa ~apenas~ 30 kg...

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  2. Não sei a razão pela aversão de conteúdo digital. Você pode guardar em uma das palmas da mão uma biblioteca que não teria nunca em casa por falta de espaço, tanto de livros ou músicas. Acho que deveria ser proibido a fabricação de cds, livros, dvds e etc. Tudo deveria ser digital. Não só pela praticidade como para preservar os recursos. A economia é absurda em questão de recursos energéticos e pessoal. Imagine, agora você pode publicar seu livro ou música sem precisar de intermediários. Apesar de pontos negativos, o que se ganha na era digital supera em muito as coisas ruins. Lembre-se que uma das consequências da criação dos livros, jornais e revistas impressas foi a queda drástica do analfabetismo, o que terá como conseguência a era digital?

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  3. Só leio livro digital agora. Salvem as árvores! :D

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  4. pior é olhar para uma estante cheia de livros e uma torre de CDs aqui na minha sala. Cafonice total, mas fazer o quê né? :)

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  5. O mio Babbino caro
    Ainda hoje folheei Invisible man que trouxe da Barnes & Noble.

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  6. Tony, não se sinta tão só: tenho vício de livros de receita e por volta de 250 volumes em casa. Gosto de ter os livros nas mãos, folheá-los, decidir o que cozinhar e ir pra cozinha. Não penso em nenhum momento em partiro para os livros digitais.
    Vi muitos livros bacanas em NY mas não os trouxe por causa do peso - comprei pela Amazon depois que voltei, que é o que faço há muitos anos.

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  7. tem coisa melhor que pegar, alisar, amolegar, abrir, fechar, amassar pra lá, amassar pra cá? loucura, loucura, loucura, uui.

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  8. BICHA PELO AMOR DE NANAMMM, ATUALIZA QUE EU QUERO OS BABADOS DE NY.

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  9. larga isso e vai na apple store comprar meu iphone 5!!

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  10. coffee table books não irão para o kindle.

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