domingo, 4 de novembro de 2012

WHAT ARE YOU DOING THE REST OF YOUR LIFE?

O vídeo acima saiu há algumas semanas e traz duas revelações. A primeira: Jason Gould, o filho gay de Barbra Streisand, poderia ter seguido tranquilamente a carreira de cantor. É impressionante como ele sabe modular a voz - ou talvez nem tão impressionante assim, dada sua genética e sua criação. A segunda: Barbra não é mais a vocalista mais perfeita do mundo. A surpresa seria se ainda fosse, aos 70 anos de idade. Mas finalmente sua voz mostra sinais de desgaste, com algumas derrapadas aqui e ali. Não faz mal. O encontro de mãe filho no palco é emocionante, assim como o recém-lançado CD "Release Me". São 11 sobras de estúdio: faixas gravadas ao longo de mais de 40 anos que, por uma razão ou por outra, não entraram nos discos a que estavam destinadas. Barbra é incrivelmente consistente, cantando com a mesma intensidade e afinação através das décadas. Seu fôlego na dificílima "Lost in Wonderland", de Tom Jobim, é de tirar o nosso.

Se a carreira de cantora de Barbra Streisand se aproxima do final, é um bom momento para lembrar como ela começou. Uma amiga que mora nos EUA pagou a hospedagem lá em casa com presentes, e entre eles estava o livro "Hello, Gorgeous". O autor William J. Mann conta como a garota esquisita do Brooklyn se tornou em apenas quatro anos a maior vendedora de discos do mundo, apesar do visual pouco convencional e do estilo antiquado, alheio ao pop dos anos 60. Claro que ela teve a sorte de estar no lugar certo na hora certa, mas o talento e a determinação da moça são inegáveis. Mais curioso é saber que ela preferia ser atriz, não cantora. Isto talvez se realize agora: Barbra volta ao cinema em breve com "The Guilt Trip", e tomara que volte a filmar mais amiúde. Mas, mesmo se não fizer mais nada pelo resto da vida, já deixou uma obra colossal.

10 comentários:

  1. São nesses momentos que eu tenho certeza absoluta que sou gay, eu não resisto a uma mulher poderosa!!!

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  2. Ola Tony...sei que vc também é fã de Barbra e estava achando engraçado você não ter comentado deste novo trabalho dela.
    Aliás, ainda não vi nenhuma critica da mídia especializada comentando.
    Então, obrigado por seu post!

    Sim, seu novo CD Release Me tem um apanhado de canções que mostram o que foi, e ainda é a voz desta GRANDE cantora, ou, como ela mesma prefere ser chamada, uma atriz que canta. Tanto faz...ela faz bem as duas coisas...rs
    O que importa é que neste novo CD, ela traz canções que mostram todo o potencial vocal junto a sensibilidade interpretativa dela no decorrer de 50 anos de carreira.

    Não concordo que ela não é mais a mesma. Sim ela é!
    Claro que 70 anos, e 50 cantando não podem passar indeléveis.
    Eu estive nos 2 concertos que ela fez no Brooklyn no mês passado, e posso te garantir... Como essa mulher ainda canta, encanta e faz o povo levantar de sua cadeira, ensandecidos para aplaudir de pé alguém que “apenas” com sua voz arrepia à todos.
    Seus agudos ainda estão lá sim. Sua loooooongas notas também. Sua potência vocal, e também o oposto, sua fragilidade e pureza quase angelical das nuances de sua voz também estão.
    Sem necessidades de coreografias, de dançarinos, de cenários mirabolantes, de efeitos especiais, ou de mostrar a bunda (e olha que até isso ela tem...rs) como as “cantoras” modernas fazem.

    Ok, pouquíssimas notas podem parecer, como poderia dizer, meio roucas. Mas sinceramente acho que até isso ela incorporou e fez com que potencializasse sua interpretação nas canções. Ela cantando Ne me quitte pas/If you GO away, com sua atual voz, é algo especial.

    http://www.youtube.com/watch?v=ddFH-HZrNe0

    Agora derrapadas? Poxa...isso não...a mulher conhece do riscado como ninguém. E detalhe, ela não faz treinos com sua voz, quase nada de ensaios, vocalizes nem pensar, o que pode como falei fazer parecer uma ferrugenzinha em alguma nota. Mas ela no decorrer desta turnê esta ficando cada vez mais afiada. Com certeza no encerramento de sua turnê no Hollywood Bowl agora em novembro, será algo pra se lembrar. Pena não poder estar lá para presenciar..mas não posso chorar de barriga cheia...ja tive minha cota (se bem que dela, Enough is never enough...rs)

    E sim, ela voltará ao cinema no final do ano com The Guilty trip. Uma dramédia, que acredito cairá no gosto do publico. Não é algo totalmente besteirol como Entrando numa fria e Cia.
    E para o ano que vem, esta programado ela fazer sua volta aos Musicais, interpretando nada mais nada menos que Mama Rose, em Gypsy.
    Se ela ainda pode? E como pode!
    Veja o pout pourri que ela fez com uma das canções do musical, misturando com uma de suas sign-songs “Don´t Rain on my parede”, no show do Brooklyn mês passado.

    http://www.youtube.com/watch?v=-bcxaCwuZXc

    E também concordo contigo que o que depois de tudo que ela já fez, de sua contribuição colossal ao mundo da música e entretenimento, ela poderia estar tranquilamente quietinha no canto dela.
    Graças a Deus ela não esta!

    Um Cd novo, uma tour de 12 concertos pelos Estados Unidos e Canadá, um filme estreando em dezembro, Gypsy a ser filmado no ano que vem, outro previsto para ela dirigir (Skinny and Cat) e mais um novo CD de Duetos também programado para 2013...nada mal para alguém em seus 70tinha não?
    Ela é ou não é Barb-a-ra?!


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  3. Amo Barbra Streisand e embora eu tenha sido teen nos anos 90 numa cidade do interior fui muito influenciado por ela, afinal de contas gay que é gay tem radar natural pra captar as cosias muito antes da globalização!, e até hoje a adoro.

    Mas sempre tive duas convicçoes:
    -querer ser genro da fofa
    -como deve ser dificil para um gay ser filho de um dos maiores icones gays do planeta ha decadas! Tanto é que nem o sobrenome dela ele adotou, ja pensou a bee chegando na boite e dizendo q se chama Jason Streisand?!

    Obrigado pelo video! S2

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  4. Fantásticas as teorias/convicções sobre a vida dos ricos e famosos ("como deve ser dificil para um gay ser filho de um dos maiores icones gays") e mais ainda os leitores blasé ("estive nos 2 concertos que ela fez no Brooklyn").

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  5. realmente, super hiper mega blasé e dispensável

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    1. Não julgo dispensável.
      Meu depoimento neste post de Tony foi com intenção construtiva, informando o que sentimos estando lá. Em um dia um artista pode não estar tão bem e em outro melhor. E uma gravação de vídeo pode não mostrar esta diferença, podendo dar a impressão que o artista esta acabado.
      Apenas por isso falei que estive nos dois concertos. E apesar de em ambos a performance dela ter sido arrebatadora, no segundo concerto ela estava muito mais à vontade e solta.
      Mas, tudo bem... não acho que fui pedante, sem crise...mas posso até ser agora (uma vez que levei a fama, pq não deitar-me na cama?)... aos que acharam, esperem o ano que vem e comprem o DVD (sim, pq Blu-ray é mais caro) para ver, se tiver condições de... ou, se não tiverem, façam download pela internet mesmo. Gastarão menos.

      Novamente Parabéns e obrigado pela divulgação do trabalho de Barbra em seu blog Tony.

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  6. o filho dela me lembrou um pouco o Ezra Miller.

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  7. Apenas finalizando e comprovando o que testemunhei e quis passar aqui (sem querer parecer esnobe), acabei de ver esta matéria:

    By Don Chareunsy – Las Vegas Sun - Sunday, Nov. 4, 2012 | 11:33 p.m.

    THE WAY SHE IS - BARBRA STREISAND IS STILL BRILLIANT AT 70

    Before there was Lady Gaga, Beyonce, Britney Spears and Madonna, there was Cher, Bette Midler and the incomparable Barbra Streisand, and the Emmy-, Grammy-, Oscar- and Tony-winning superstar was the epitome of talent and elegance in her Back to Brooklyn tour stop at MGM Grand Garden Arena on Friday night.
    The evening’s big and looming question was would Streisand’s voice, at age 70, be strong enough to sing her classics and standards such as “Don’t Rain on My Parade,” “People,” “The Way We Were” and “Evergreen.” The answer, in a nearly 3-hour concert, is a resounding YES. She (jokingly) told her son Jason Gould that her voice was “hoarse” after he complimented her, but the truth is that her voice never faltered.

    That voice -- like buttah, a big stick of buttah -- was strong, fragile, emotive and perfection throughout the evening solo, backed by a lush orchestra and in collaboration with Italian, teen popera sensations Il Volo (the boys are 17, 18 and 19), trumpet titan Chris Botti and “my pride and joy,” her son Gould.

    Nothing against concerts with elaborate laser lighting, choreography and LED screens (Madonna, Spears and Beyonce are amazing performers onstage, and Swedish House Mafia, Calvin Harris and Tiesto are current EDM favorites), but Streisand proved that with a beautiful voice, an incredible catalog of music and an orchestra, you’ll have the audience and longtime fans under your spell to a T --
    and that T is for talent.

    E por aí vai… A quem interessar, aqui a matéria completa:

    http://www.lasvegassun.com/news/2012/nov/04/photos-way-she-barbra-streisand-still-brilliant-70/

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  8. Não, é nada disso! Ela errou para o filho ficar em destaque. Mater amorosa...

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  9. Ganhei esse livro de um amigo. Muito amor <3 adivinha com quem vou passar meus dias de folga?

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