sexta-feira, 2 de novembro de 2012

HEY JUICE


Logo no começo de "Magic Mike", um lindo bobalhão de 19 anos é levado pelo amigo que conheceu naquele mesmo dia à coxia do show de strippers masculinos onde este trabalha. Lá ele é apresentado aos outros rapazes do espetáculo e ao DJ da boate, que parece o filho gorducho de Sofía Vergara em "Modern Family" daqui a 10 anos. O DJ lhe oferece uns goles de um líquido misterioso, que em Miami teria o nome de "Hey Juice" porque basta um pouquinho para você ficar heeeeeey. Claro que o garoto aceita, e logo depois já está fazendo sua estreia no palco: meio desengonçado, mas um tesão absoluto. São cenas como esta que valem o ingresso de "Magic Mike", que reúne alguns dos homens mais gostosos de Hollywood rebolando num "Clube das Mulheres" mas nem por isto é o arraso que esperávamos (os mágicos Joe Manganiello e Matt Bomer quase que entram mudos e saem calados). A ideia do filme partiu de seu ator principal, Channing Tatum, que começou a carreira como go-go boy, e muito da sordidez deste mundo está lá: as drogas, o sexo fácil, a destrambelhação. Faltou um ingrediente que eu duvido muito que inexista na vida real, a viadagem - se bem que o semi-repelente "empresário" feito por Matthew McCounaghey, ainda batendo um bolão, deve ser gay. Faltou também uma pegada menos moralista e romântica, principalmente da metade para o fim. Talvez o resultado fosse melhor se o diretor Steven Sodebergh e os roteiristas tivessem dado mais uns golinhos no tal suco.

11 comentários:

  1. Channing Tatum vale a ida ao cinema! E o Michael McCounaghey abusando do bronzeamento artificial está meio nojento nesse papel.

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    1. É Matthew McConaughey, o nome correto.
      Abç

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  2. Achei que faltou tesão. Todo mundo no filme parece fofo demais, e até o cara que vem cobrar a dívida do traficante aparece pedindo desculpas. É o tipo de história que parece sexy quando a gente conta, mas não tem muita graça quando a gente assiste.

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  3. pra mim, nada menos sensual que esse tipo de show, feito com homens frios e vulgares, além de música, coreô e figurino num nível de breguisse acintoso.

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  4. E toda a nudez será castigada.

    Adoro homens pelados na telona.
    kkkk

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  5. Se fosse europeu, teria muito mais putaria. Como é americano, tem que ser assim, sem sal.

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  6. Achei ótimo. Tipicamente americano, cheio de pudor - o sexo é apenas representado no palco, nenhum stripper faz programa - e com um mocinho que, no fim, é um exemplo de bondade e bom caráter... Mas Matthew McCounaghey rouba a cena. Eu não achei que ele fosse gay, o que só mostra que o cara é bom, fica no limiar, deixando uma dúvida, e com o corpo mais definido de todos.. Mas quando é que o cinema americano vai abandonar o final feliz e moralizante? Acho que nunca...

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  7. Nem se qualifica para "jerk-off material".

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  8. Tony, eles quiseram mesmo deixa ponta pruma provável seqüência, não?
    Anyway, achei até meio saidinho que pros padrões americanos. E gosto da ousadia mesmo um tanto medida de Soderbergh. Ele tem uma qualidade qeu nem todos os diretores têm (e que deveriam ter) que é arrancar boas performances de atores não tem brilhantes assim. Vide o que ele fez com Julia Roberts, por exemplo. E Tatum - que tem cara de seqüeladinho da Estrela mas mostrou até bom timing pra comédia.

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