quarta-feira, 7 de novembro de 2012

FOUR MORE YEARS

Fiu. Eu estava confiante, mas meio apreensivo. Entrava de cinco em cinco minutos no blog "FiveThirtyEight" em busca de consolo. Fui dormir com Romney na frente da corrida pelo colégio eleitoral. Quando acordei, a feliz confirmação: Obama já está com a vitória garantida, antes mesmo de terminar a contagem na Flórida (que parece que ele vai levar).

E não foi a única boa notícia. O casamento igualitário foi aprovado nas urnas, pela primeira vez na história da humanidade, nos estados de Maine e Maryland (Minnesota e Washington, onde a questão também foi à consulta popular, ainda não divulgaram os resultados). A primeira senadora assumidamente lésbica foi eleita em Wisconsin. Todd Akin, que falou em "estupro legítimo", teve uma derrota estrondosa na disputa pela vaga de senador pelo Missouri. Os democratas mantiveram o controle do Senado, e seus novos eleitos têm um perfil muito mais liberal, o que pode ajudar Obama a aprovar as reformas necessárias.

Mas nem tudo são flores. Os republicanos continuam com a maioria na Câmara de Deputados, e podem atrapalhar o presidente reeleito ainda mais do que fizeram durante o primeiro mandato. Também não há mais aquela euforia de quatro anos atrás, basicamente porque o mundo percebeu que Barack Obama não é o messias redivivo. Os Estados Unidos continuam rachados ao meio.

Só que uma dessas metades tende a encolher. O eleitorado branco, rural e de baixa escolaridade está diminuindo. Muitos de seus membros estão simplesmente morrendo: são velhinhos. Enquanto isto, o outro lado não para de crescer. Negros, latinos, mulatos, urbanos, gays, jovens, tudo junto e misturado, estão mudando a cara dos EUA, e também o jeito de pensar. É irreversível.

E nós com isto? Quem for gay tem muito a comemorar. As vitórias nas urnas quebraram um tabu e são uma bofetada na cara dos homofóbicos, que vão perder muito mais daqui para a frente. Quem for brasileiro, também: não existe mais o conceito de que um governo republicano é melhor para as nossas exportações, porque eles seriam menos protecionistas. O mundo mudou, e vai ficar mais seguro sem seu maior arsenal atômico nas mãos de um sacerdote mórmon (sim, Romney é sacerdote ordenado - o primeiro a concorrer à presidência americana). Enfim, pessoas que têm a cabeça e o coração no lugar também têm motivos para ficar esperançosas. Absolutamente TODAS as propostas de Obama, da economia à ciência, são superiores às de Romney. Que venham mais quatro anos.

13 comentários:

  1. Tb estou super feliz com a vitoria de Obama!!!! parece que os americanos estao aprendendo a votar.

    Agora, um big FUCK OFF pro moron mormon!!!!! Toma fdp!!!!

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  2. Parece que em Washington tb foi aprovado, com 52%.

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  3. Update fresquinho de Seattle: aqui passou o casamento gay e a venda da maconha pra uso recreativo. Dá licença que eu vou numa festa em Capitol Hill

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    1. Não esquece a bala, Dani!!!

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  4. agora, que o romney é um coroa super gostoso e que seus filhos são LIIINNNDOOOOOS, nao resta a menor duvida. Pena q vamos ter q encarar a carinha "bunita" do negaoe sua mulé por mais 4 anos. suspiro...

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    1. Percebeu porque o Brasil continua nesta merda. Cabecinhas como a sua ainda são maioria por aqui. Consigo ver seu "rostinho" exatamente, e onde vc mora.

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    2. Pois é; esse anônimo deve ter quilos de melanina e ainda posta esse comentário ridículo. Ai, ai...

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    3. o seu lugar e' na prisao!!!, bichana escrota nojenta, vou fazer o possivel pra chegar em maos das autoridades esse seu comentario racista, assim vc e outros racistas aprenderem!!!!

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    4. gente, ele É negro e grande, por isso negão. se eu acho ele "bunito" ou nao, é opinião minha. onde está o racismo? Vão tumano crush enquanto a fanta gela.

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  5. Quem for brasileiro, também: não existe mais o conceito de que um governo republicano é melhor para as nossas exportações, porque eles seriam menos protecionistas. VC PODE EXPLICAR MELHOR ESSA SUA TEORIA???

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    1. Republicanos tradicionalmente preferem um estado menos intrusivo, com menos taxas cobradas e consequentemente menos serviços (saúde, educação, etc) oferecidos. É uma aplicação do conceito econômico do laissez-fare. Uma das consequências disso seria uma menor regulamentação de importações, o que teoricamente favoreceria exportações brasileiras para os EUA.

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  6. Viu esta: http://www.reuters.com/article/2012/11/09/us-usa-court-gaymarriage-idUSBRE8A801020121109

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