segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CABRA MARCADA PARA MORRER

Já faz algum tempo que eu não compro a "Veja" toda semana, e mais tempo ainda que eu parei de assinar a revista. Mas o campo gravitacional do maior semanário do Brasil ainda é muito forte, e volta e meia eu tinha uma recaída. Só que algumas matérias recentes me deixaram particularmente irritado. Como a histérica capa sobre os malefícios da maconha - por que não fazer então uma sobre o álcool, que é ainda mais pernicioso? Ou os artigos descaradamente pró-Romney ("Um CEO na Casa Branca"). Aí semana passada resolvi tomar partido. Comprei a "Veja" e a "Época", para compará-las diretamente. Adivinha qual ganhou? A revista da editora Globo não é perfeita, mas está muito mais alinhada com o que eu penso e sou hoje em dia. Que me perdoem os amigos que trabalham e trabalharão lá, mas desisti da "Veja".

Foi só eu fazer isto para alguns leitores me pedirem para comentar o artigo de J. R. Guzzo que foi publicado na edição desta semana. Comecei a leitura de "A Parada Gay, a Cabra e o Espinafre" na casa do meu irmão, e o tom me pareceu extremamente racional e simpatizante. A primeira frase é "Já deveria ter ficado para trás no Brasil a épo­ca em que ser homossexual era um problema". Mas aí precisei sair e só fui retomar a leitura no domingo à noite. Tambem li as reações de vários blogs, e tenho que dizer que concordo com a maioria. É um texto asqueroso.

J. R. Guzzo acaba se embrenhando pela mesma lógica tortuosa de outro luminar da revista, o folclórico Reinaldo Azevedo. Diz que não existe "movimento gay", que os assassinatos de homossexuais não são resultado da homofobia e que os gays querem privilégios absurdos. Conclui dizendo que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é impossível porque não gera filhos nem constrói famílias, e que elas não podem se casar entre si da mesma maneira que alguém não pode se casar com uma cabra.

O apelo à zoofilia e ao incesto (também mencionado por Guzzo) é de uma pobreza de dar dó. Homossexualidade (e não "homossexualismo", como ele isniste) não tem xongas a ver com tesão por animais ou pela própria mãe. Além do mais, faz pelo menos cem anos que o objetivo do casamento não é a geração de filhos. Hoje em dia as pessoas se casam por amor, e se separam quando ele acaba. Caso contrário, casais hétero que não podem ter filhos (como velhinhos, por exemplo) teriam que se separar. Caso contrário, casais que se odeiam teriam que permanecer juntos por causa da prole. Não é o que acontece, não é mesmo?

Até o deputado Jean Wyllys já criticou Guzzo em seu site, e com certeza será taxado de "intolerante" pelos que concordarem com o artigo. Esta é a reação típica dos homofóbicos: primeiro nos desqualificam, depois apelam para a sagrada liberdade de expressão quando reclamamos. Pois eu vou adotar a linha Jair Rodrigues: deixa que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá.

A "Veja", que desempenhou um papel fundamental na redemocratização do Brasil e nos escândalos do governo Collor, caminha célere para a irrelevância. É uma revista de ideias velhas, feita por gente velha, de uma outra geração. Gente que não quer ser taxada de intolerante, mas que o é. Gente sem sintonia com os novos tempos, e que não entendeu direito o resultado das eleições no Brasil e nos Estados Unidos. Gente que não quer ver que o mundo está mudando. E que não tem lá muito mais tempo por aqui - vejam a foto de Guzzo lá em cima, é um senhor entrado em anos. Sua maneira de pensar está com os dias contados. Essa cabra vai berrar, mas não tem mais para onde ir. R.I.P., "Veja". Fora da minha vida. Já vai tarde.

(Não compre a revista se quiser ler o artigo: ele está aqui, na íntegra)


44 comentários:

  1. Não leio a Veja há um bom tempo tb. Odeio a forma tendenciosa como tratam os assuntos.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pelo post, Tony! Também rompi de vez com a Veja faz pouco tempo e tive o desprazer de ler parte desse artigo hoje logo que acordei. Imagina meu humor.

    ResponderExcluir
  3. Valeu Tony. Veja já ficou...não leio mais. Isso importa para a Veja!? Deveria! Abraços Tony e, continue dando voz aos fatos!

    ResponderExcluir
  4. Ainda não tinha lido - vou ter que vomitar.

    Mas o problema não é só de idade - Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, tem mais de 80 anos e continua em sintonia com o presente. Este filho da puta da VEJA é possivelmente ligado a alguma religião; o discurso dele está em sintonia com as asneiras proferidas pelos pastores homofóbicos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho foda esse argumento do Tony de questão de geração. Vc acha que o neto desse filho da puta pensa diferente dele?

      Excluir
    2. Não pensa não, Anônimo. Existe uma legião de conservadores jovens em franca ascensão. Busque "Olavo de Carvalho" na Internet. O cara dá cursos online e tudo, desde sua casa em Colonial Heights, Virginia (estado ultraconservador dos EUA). É uma rede internacional de conservadorismo. Esses jovens estão ficando fortes nas universidades (vide grupos conservadores como um da UnB, que já apareceu na imprensa várias vezes). Não gostam de gays; são contra "direitos especiais" e contra a chamada "agenda gay" (como se houvesse um plano de dominação do mundo).

      Excluir
    3. Complementando: citei o Olavo, pois o público-alvo dele é quase que majoritariamente jovem. Ele não é jovem, obviamente.

      Excluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  6. Eu fico imaginando se não passou pela cabeça desse cara o tipo de reação que os absurdos que ele escreveu causariam.
    Qualquer jornalista com um pingo de bom senso, independente da religião dele (ou seja lá o que for), sabe bem que esse tipo de coisa causa revolta.
    Mais que ter ideias fracas, ele é alienado e um péssimo profissional.
    Será que semana que vem eles vão publicar mensagens dos leitores que se sentiram ofendidos com a reportagem? Vamos às apostas...rs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vão sim querido, vão listar a quantidade para fazer auê em cima da polêmica como vc bem pontuou, vão dizer que é uma revista democrática aberta a todo tipo de pontos de vistas, sim, porque no Brasil direitos civis são pontos de vista.
      O mais impressionante nessa história toda, é justamente a parte mais interessante, é que para eles quem for contra ao artigo é um eleitor do PT, um comunista, um intransigente, intolerante, burro, tipo nosso Tony Goes, sem tirar nem por.

      Excluir
  7. "Requiescat in pace" - expressão derivada da Igreja Católica Romana, em que essa oração era dita no início e no fim dos funerais.
    Tony, vc está sendo condescendente. Esse ofício fúnebre da "Veja", já foi,há muito,oficiado.

    ResponderExcluir
  8. Na hora de você mencionar a ascensão da classe C, você nao menciona. :) Para mim, a Veja é o mais tipico sinal da ascensão da classe C: o intelectualismo fake. O chefe de familia com pancinha de chopp, tênis de R$400 e camisa polo cafona, andando pelo shopping carregando uma Veja e se sentindo um intelectual "afinal ele é um dos poucos brasileiros que lê". Capacidade zero de processar qualquer informação ou de entender o conceito de parcialidade. Opinoes formadas em concreto "porque estava escrito na Veja dessa semana".

    Enfim...

    Beijos,
    Fer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que não é uma questão de ascensão da classe C, afinal, se trata de uma revista que já tinha repercussão quando a classe C ainda estava na miséria.

      Excluir
    2. É, mas o que o Fernando diz não deixa de ser verdade. Basta ver o nível de argumentação e de português (ex: ortografia capenga = pouco acesso à educação, mas acesso ao consumo) que vemos diariamente em comentários odiosos postados sobre qualquer notícia publicada online. A Classe C é intolerante. Não deve ser responsabilizada por tudo isso, mas acaba aparecendo mais do que os intolerantes de outras classes sociais.

      Excluir
    3. Acho muita inocência de sua parte associar a (ir)relevância da Veja à ascensão da classe C, Fernando. Então você quer dizer que esse fenômeno econômico (o acesso da população ao consumo desenfreado) já vem de 40 e tantos anos? Sim, porque Veja existe desde 1968 e sempre representou a elite conservadora do país, que nunca viu com bons olhos a ascensão social de quem quer que seja (vide Lula, Dilma, Obama...).

      Excluir
    4. Calma lá, a "Veja" nem sempre foi assim. Nos primeiros tempos, comandada por Mino Carta (que mais tarde criou a "IstoÉ" e hoje está à frente da "Carta Capital"), era praticamente uma revista de centro-esquerda. "Veja" comabtei o regime militar, apoiou Tancredo explicitamente e foi a primeira a denunciar Collor.

      Esta linha perdurou mais ou menos até a chegada de Lula à presidência, quando a revista deu uma virada inequívoca à direita.

      Excluir
  9. Qualquer pessoa que use homossexual-ISMO pra tratar do tema e de quebra faz essa comparação ESCROTAÇA tentando igualar casamento entre seres humanos do mesmo sexo com um suposto casamento de gente com cabra está simplesmente passando atestado de BOÇAL.

    ResponderExcluir
  10. Impressionante alguém que se diz jornalista disparar um número tão grande de argumentos retrógrados por linha escrita. Diz que os homossexuais não formam um grupo específico por cada indivíduo ter uma opinião individual. Claro, então não temos uma comunidade negra, porque cada indivíduo tem religião, visão política e gostos diferentes? Queria vê-lo escrever o mesmo texto e trocar toda menção ao homossexualISMO(??) por uma citação da afro-descendência do grupo. Afinal, a luta que foi travada pelos descendentes de africanos não difere tanto da que os homossexuais tem hoje. Queria ver a reação caso um texto desse tipo fosse escrito...

    ResponderExcluir
  11. Eu fui criado lendo a Veja. Meu avo era assinante, depois meu pai, depois eu mesmo me tornei assinante. Mas eu já a abandonei faz uns 10 anos. Hoje em dia tenho nojo só de tocá-la. No meu condominio em Niteroi, haviam varios assinantes, mas atualmente o porteiro diz que só recebe um único exemplar semanal para o casal de idosos do sexto andar.
    Na clinica de fisio onde faco um tratamento, havia varias exemplares antigos na sala de espera. Exigi a retirada das revistas, dizendo que a Veja nao tinha boa reputacao.. Fui atendido. Nunca mais vi qualquer exemplar.

    ResponderExcluir
  12. Cancelada a minha assinatura e fazendo campanha a todos os amigos para fazerem o mesmo!!! Manuel.

    ResponderExcluir
  13. Bom, venho falando mal da Veja há muito tempo aqui e já fui taxado de "petista". Acordaram? Deu para entender que o eixo Veja-PSDB (vide campanha do Serra) representa essa gente? Não é ser contra o capitalismo ou algo do tipo, mas sim ser contra a intolerância, a padrões de comportamento, etc.

    No fundo, há males que vem para o bem: acho que foi ótimo esse artigo, pois apenas ratificou que essa publicação é do eixo do mal (vide a capa sobre a maconha, como dito pelo Tony). Tomara que mais gente cancele sua assinatura!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Joaninha, a "fazedoira" de opinião.


      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Excluir
    2. Falou tudo, João, também sou taxado de petista por causa de minha resistência ao eixo Veja-PSDB. Infelizmente o povo só entende o que é intolerância quando esta vai bater à sua porta. Há 10 anos cancelei minha assinatura de Veja e atitude desse senhor só prova que eu estava certo.

      Excluir
    3. O fazedoiro de opinião João até arrasa sempre com suas opiniões (sobre ele mesmo haha), mas dessa vez ganhou o prêmio o que disse que EXIGIU na clinica de fisioterapia que fossem retiradas as Vejas da recepção!
      Isso que é ser fazedoiro de opinião!

      Excluir
  14. Uma boa resposta a esse horrendo artigo, com argumentos, esses sim, mais cientificos...
    http://networkedblogs.com/EDSOR

    ResponderExcluir
  15. cancelei a assinatura!

    ResponderExcluir
  16. Vou tentar convencer meus pais a cancelarem a revista, sou homossexual e nossa, me deu náuseas só de ler, o pior ainda é que meu pai é todo conservador e homofóbico(minha mãe nem tanto) e tenho medo que leiam e acabem concordando com essa barbeiragem, quando chegar essa edição farei questão de rasga-la.

    ResponderExcluir
  17. Tony, concordo com tudo o que você disse. Acabei de cancelar minha assinatura da Veja. Também escrevi para a Secretaria de Direitos Humanos, pensando em alguma punição para as asneiras do J R Guzzo. Dia triste....

    ResponderExcluir
  18. Asco, asco, asco.
    Não assino, mas vou fazer com meu pai cancela a assinatura JÁ.
    No mercy pessoal, vamos fazer campanha contra MESMO, a não ser que a revista se retrate.

    ResponderExcluir
  19. Caminha célere para a irrelevância é exatamente o que acontece atualmente com a revista hoje em dia. Graças a Deus.

    A repercussão dessa coluna e da matéria sobre a maconha, por exemplo, foram perto de nenhuma ao menos no Rio de Janeiro.

    Enfim, já vai tarde para o ostracismo.

    ResponderExcluir
  20. Tá engraçado ver o xororô do povinho que pensa fazer parte da elite intelectual do país pois mora perto de higienópolis, ganha mais de 5 mil e odeia falar mal do molusco. Agora deram pra reclamar da revista kkkkkkkkkkk. Acordaram do sonho????

    ResponderExcluir
  21. Olha só que coisa, cada vez mais comum: http://oglobo.globo.com/mundo/pastor-que-fazia-cura-gay-preso-por-abuso-sexual-de-dois-homens-6708281

    ResponderExcluir
  22. Ler a revista Veja tem uma utilidade fantástica, permite que você entenda a cabeça média da classe média brasileira. E o que isso importa? Apesar das mudanças que temos assistido, essa é a mentalidade que cobre aquele grupo que não gosta da classe C por achar ela faz farofa no seu voo da ponte aérea, mas que vai para Nova Iorque falar alto e constranger com sua farofa os clientes dos restaurantes americanos. Concordo, o Brasil está mudando, mas se tem algo que o artigo do Guzzo fala e tem verdade, é que a mudança traz uma reação, neste caso a reação dos medíocres... Melhor nos prepararmos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. para combater os inimigos tem que entender a cabeça deles ,por exemplo, uma ótima dica de leitura para um neoliberal é O Capital de Marx.

      Excluir
  23. Tony, encontrei uma carta aberta, escrita por um doutorando em Ciência Política da UFRGS (Porto Alegre), à 'Veja'. Contra-argumentos muito bons! Recomendo a leitura.

    https://www.facebook.com/lucas.rezende.75098/posts/10151180309449823

    ResponderExcluir
  24. O que quer dizer "R.I.P."? Não entendo quando isso aparece nos textos. Alguém pode me ajudar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rest
      in
      Peace

      ou Descanse em Paz ( em inglês )

      Excluir
    2. A sigla R.I.P. encaixa direitinho com sua tradução em inglês, "Rest in Peace", mas a origem é latina: "Requiescat in Pace". Em qualquer língua, o significado é o mesmo: "descanse em paz".

      A polêmica, neste caso, é se a "Veja" merece paz.

      Excluir
  25. Há uns 10 anos, li uma reportagem que falava sobre renovações urbanas em São Paulo na Veja. O texto transpirava a opinião do(a) repórter, mas como se fosse uma verdade científica. Como é um assunto sobre o qual eu estudo, vi ali que a qualidade da revista estava seriamente comprometida. Comentei com um amigo médico e ele me falou a mesma coisa de algumas matérias na área, como a pesquisa era pobre para escrever a matéria, essas coisas.
    O que mais me choca é ver pessoas aqui ou nas redes sociais dizendo: "fiquei revoltado, cancelei minha assinatura". Mas só agora?! Quando vamos entender que conservadorismo é conservadorismo, seja o assunto direitos das minorias, cotas, legalização da maconha ou remoções urbanas forçadas? Para mim é a mesma coisa daquelas bibas republicanas que apareceram na TV na última eleição ("I know that my party has a different opinion about homosexuality, but I believe that things are about to change naturally") Mesmo as capas políticas da Veja nos últimos anos são de doer. Você pode até não gostar do governo de plantão, mas as capas eram grotescas. Dá para fazer crítica (até irônica) com elegância, como mostra Elio Gaspari.

    ResponderExcluir
  26. Olha o que o Kibe Loco 'falou' sobre o assunto! heheehe

    http://kibeloco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Kibe-Loco-compara-Gays-Cabras.jpg

    ResponderExcluir
  27. A revista "Veja", uma das, se não a mais, importante revista da Editora Abril, só vem confirmar a postura da Empresa.
    Não só a Editora como a Fundação Victor Civita, que é do Grupo Abril, tem uma postura asquerosa com seus funcionários e fornecedores. Pagam baixos salários e criam listas de fornecimento onde apontam quanto querem pagar por serviços e produtos contratados para suas produções, sejam elas revistas ou eventos e prêmios. Os valores que eles se dispõe a pagar são abusivos e vergonhosos, pois se aproveitam de um nome forte para se utilizarem da política de que "é uma sorte poder trabalhar para eles e ter seu nome no portifólio de clientes", como se estivessem fazendo um favor por te contratar.
    Isso resulta na qualidade e caráter de seus profissionais que perdem o respeito por seus fornecedores.

    Tive a péssima oportunidade de produzir um evento para eles e a triste constatação de que foi o pior trabalho da minha vida, não só em termos de remuneração mas pela falta de respeito e educação que recebi durante todo o processo de trabalho (que durou quase um ano!)

    Acho que essa mentalidade acaba refletindo em tudo, principalmente no conteúdo que eles despejam para seus leitores, textos mal escritos, com tons inquisitivos e escritos por profissionais que não se comportam como tal.

    Faz tempo que não compro a "veja" e na verdade evito comprar publicações desta editora.

    ResponderExcluir
  28. Acredito que o autor refere-se a velho como aquilo que está datado, de época remota... Não vejo ligação direta com faixa etária, ainda que esta interpretação seja possível.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim: está aí Fernando Henrique Cardoso no esplendor dos 80 anos e em plena sintonia com a modernidade.

      Mas também quis dizer que J. R. Guzzo e outros como ele estão em extinção, inclusive por causa da idade. As gerações mais novas são francamente favoráveis aos direitos igualitários. À medida em que a geração de Guzzo for morrendo, o apoio à causa gay irá crescer. Isto já acontece nos EUA e se refletiu nas útlimas eleições. Por isto, podemos espernear e reclamar à vontade, mas a prórpia natureza irá se encarregar de levar a homofobia para o além.

      Excluir