sexta-feira, 30 de novembro de 2012

BALAS PERDIDAS

"Disparos" já estava na minha lista, inclusive porque eu meio que me obrigo a ver todos os filmes brasileiros de uma certa qualidade. Foi então que Contardo Calligaris publicou, em sua coluna de ontem na "Folha" (aqui, para assinantes do jornal ou do UOL), que o longa de estreia da diretora Juliana Reis não lhe saía da cabeça, porque propunha alguns interessantes dilemas morais. Foi o que bastou para me deixar assanhado, tanto que fui ao cinema na mesma noite. E aí aconteceu o que é de costume quando a expectativa da gente é alta: não gostei de "Disparos". Achei o roteiro confuso, os diálogos forçados, os atores acima do tom. Como muitos diretores estreantes, Juliana não quer contar uma única história, quer contar várias de uma só vez - e acaba perdendo o foco. Seu filme se propõe a traçar um painel da violência urbana em diversos níveis, e se espalha por historinhas de diferentes matizes (tem até um gay que cai no golpe do "boa noite, Cinderela"). Talvez eu tivesse apreciado mais se não estivesse "contaminado" por Calligaris, um dos melhores colunistas brasileiros. E agora acabei de contaminar você...

4 comentários:

  1. Se vc diz que não gostou, minha expectativa baixa, e portanto eu vou acabar gostando! Thanks Tony!

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  2. Tony, vai fazer um filme, vai, gato!

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  3. Gustavo Machado, so fucking hot!

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  4. O poster da película exala um encanto: Gustavo Machado chama, eu vou! - que mané roteiro, o que...

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