segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A QUE SERÁ QUE SE DESTINA?

Existirmos: de que adianta, se eu cheguei a uma idade tão avançada sem jamais ter provado do néctar da terra de meus antepassados? Meu pai foi criado no Rio de Janeiro, mas nasceu em Fortaleza. Toda a família dele vem do Ceará e do Piauí. Até já estive por aqueles lados, e também sou louco por caju. Talvez seja minha fruta preferida: sou capaz de traçar uma caixa de cajuzinhos cristalizados "Jandaia" em uma só sentada. Mas nunca, jamais, em momento algum provei da cajuína. Até que encontrei essa marca metida a besta aí da foto na seção natureba de um supermercado perto da minha casa em São Paulo. Levei logo duas garrafas, que já não estão mais entre nós. No primeiro gole achei doce demais, mas depois viciei. Bebi tudo e quero mais. Melhor que isto, só a cajuína cristalina em Teresina.

6 comentários:

  1. nunca bebi desta marca, mas as tradicionais, com casco de cerveja, as q vendem nas barracas das cidades do interior, essas sao mt boas.

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  2. Realmente é muito doce, mas bem geladinha é uma delicia!

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  3. também tenho raízes nordestinas, paraíba e Rio grande do norte! mas sempre tomei cajuína quando ia pra lá, da marca são geraldo de juazeiro do norte...

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  4. Se falando das maravilhas do caju, você cita o caju cristalizado como um doce ótimo e não faz nenhuma referência ao caju-ameixa ou passa de caju [varia conforme o estado nordestino] então você não conhece o caju em estado divino.
    É um doce pouco doce, apenas o caju e um melzinho discreto, parece mesmo uma ameixa preta e o saudoso figo ramy e é simplesmente o máximo. Mas é trabalhoso de fazer pois tem de furar o caju e deixa-lo em repouso no açúcar, para escorrer o mel, e leva alguns dias na espera. Por isso não é vendido em mercados e lojas de turistas, come-se em casa, e quem tem mãe viva.
    Se, em um mercado nordestIno, você perguntar a todos os barraqueiros pelo caju-ameixa [ ou passa de caju], sempre pode ter um deles que arranja um pouco com a vizinha ou com a tia.
    Na Feira Nordestina de São Cristóvão, no Rio, encontra-se, mas em lojas finas ou pretensiosas nunca pintou.
    E vale o esforço de procurar. E como.

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  5. Caju ameixa? Parecido com figo ramy?? Pronto, você acabou de estragar minha vida. Nunca provei dessa iguaria, nem sabia que existia.

    Minha avó cearense era uma dondoca que vivia cercada de primas, empregadas e outras satélites. Não sabia cozinhar água. Vai ver que por isto nunca houve caju-passa naquela casa.

    Vou sair a campo em busca desse caju em estado divino. Desejem-me sorte.

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  6. Cara, eu cresci, no sul do Rio Grande do Sul, comendo caju cristalizado da marca Maguary. Meu pai adorava caju cristalizado. Pena que você não conheceu esse doce, acho que atualmente não produzem mais já que nunca mais vi à venda. Bueno, fica a dica tardia.
    Abç

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