segunda-feira, 19 de setembro de 2011

AS CARTAS NÃO MENTEM JAMAIS

Eu meio que já tinha desistido das comédias românticas e só fui ver “Uma Doce Mentira” por falta de opção (se não for ao cinema pelo menos uma vez por semana, entro em crise de abstinência e como papel de parede). Acabei tendo uma doce surpresa: o filme é quase bom. Digo “quase” porque o diretor e roteirista Pierre Salvadori não consegue chegar a uma resolução plenamente satisfatória para o imbroglio que criou. Como toda CR, esta também termina da maneira mais feliz possível – o que soa um tanto falso, pois a premissa original merecia um desenlace mais interessante. Audrey Tautou, ainda em pleno mode “Amélie”, faz uma jovem cabeleireira que recebe uma carta de amor anônima. O autor é o faz-tudo de seu salão de beleza, a quem ela ignora solenemente. Primeiro a moça joga a missiva no lixo. Depois, condoída com a solidão da mãe, copia a carta e a envia para ela. Um ótimo pretexto para mal-entendidos e várias piadas simpáticas. Pena que o galã Sami Bouajila não seja dos mais charmosos. Em compensação, a maman é feita pela grande Nathalie Baye: uma premiadíssima atriz francesa que nunca atingiu o status de diva internacional de uma Deneuve ou uma Ardant. Aqui ela engole a careteira Tautou com seus recursos dramáticos, e ainda o faz parecer fácil

2 comentários:

  1. Papai Urso do Interior20 de setembro de 2011 14:11

    Não sei como vc aguentou. Detesto CR com mesma força que pratico o ódio sistemático por musicais (Glee, me faz questionar inclusive se há vida inteligente na Terra)... Primeira vez que vi Noviça Rebelde c/ 9 de idade, passei uma semana pensando porque aquelas crianças não despencavam nunca daquela montanha enquanto rodopiavam como carrapetas... Acho que ator/atriz sério só faz CR c/ intuito de pagar financiamentos e hipotecas, só isso explica. Agora comédia escrachada eu me acabo, porque lá ninguem faz cu-doce, não tem divisão de genero (hominho é assim, mulherzinha é assado), não tem a inserção de crianças c/ necessidades especiais ou orfãs p/ fazer merchan social, nem aquela indecisão da mocinha chata, chaaata, chaaaaaata, afff, eu morro só de pensar.

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