sábado, 15 de maio de 2010

TRISTEZA DO JECA

Visite qualquer museu importante nos Estados Unidos e você vai se deparar com um número enorme de alas batizadas com os nomes dos doadores. Por lá pega super bem a elite fazer contribuições milionárias para instituições culturais. Por aqui, esta prátca só é visível nos hospitais das grandes colônias de imigrantes: o Einstein, o Sírio, a Beneficência Portuguesa, todos exibem garbosamente os nomes de seus riquíssimos colaboradores, às vezes em prédios inteiros. E pelo jeito vai continuar restrita a este universo, depois da inacreditável demonstração de jequismo do centro acadêmico XI de Agosto, da São Francisco, uma das mais venerandas faculdades de direito brasileiras. Antes que o pessoal do interior pegue em armas, deixe eu explicar que estou usando a palavra jeca no pior sentido: de alguém atrasado, ignorante, feliz em seu mundinho pré-capitalista e refratário à modernidade. Não consigo pensar em nada mais jeca do que os diretores do XI de Agosto tapando os nomes das salas tinindo de novas da São Francisco, só porque são os dos doadores (teve dois que doaram mais de um milhão de reais cada um). Dizem eles que isto rompe a "tradição" de se batizar salas com nomes de antigos professores. O que está por trás disto é uma mentalidade esquerdista adolescente, aliás perfeitamente justificável dada a idade da molecada. Mas como disse o grande Ives Gandra Martins, é um tiro no próprio pé. Então era preferível que a elite escondesse essa grana nas Ilhas Cayman, como de costume? Larguem desse purismo policarpiano, rapazes, e aprendam a conviver com a vaidade humana. Chega de cantar que não há, ó gente, ó não, luar como este do sertão, e entrem de uma vez no século 21.

10 comentários:

  1. fazer palco pra elite é tão século XXI, coisa inovadora.. moderna... jamais visto por nós sociedade atrasada pré-capitalista!

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  2. Valha-me Deus e Nossa Senhora!! Durante toda a minha vida eu sempre achei (falei e escrevi)que a palavra correta fosse BE-NE-FI-CÊN-CIA!! aff!! Pois é: vivendo e aprendendo.

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  3. A palavra é Beneficência, sem o i.

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  4. Anônimo, sossega que eu já corrigi.

    Jessé, concordamos mais uma vez, não é mesmo? kkkkk

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  5. Pobres vão para o céu. Ricos para o inferno.

    Doações milionáris é MENAS. Rancor 68 jeca é MAS!

    Glorifica, Chico Bento!

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  6. O fato dos alunos do curso de Direito rejeitarem as doações e homenagem aos doadores mostra um lado bem mais cruel. Significa que eles estudam às custas dos contribuintes, acham super normal que a massa de trabalhadores no país banque uma pequena elite intelectual enquanto seus filhos são obrigados a estudar nas Uniban`s da vida, e mostra tb que eles não pensam em ajudar no futuro a instituição na qual estudam no presente. Se acham inteligentes, cultos e por assim dizer, elites. Frequentemente discursam criticando o governo ou o próprio Estado, vão nos meios de comunicação defender direitos dos excluídos, mas no íntimo só pensam em si. Acham que o Estado, o grande pai, deve bancá-los durante todo o curso universitário, afinal de contas eles estudaram em colégios particulares, merecem portanto um tratamente NADA ISONÔMICO. É...depois as pessoas entende pq um zé ninguém que se formou em Direito em alguma faculdade privada de esquina sempre acaba por lograr aprovação em concursos pra Magistratura ou Ministério Público mais facilmente. Simples, eles têm experiência de vida e muito mais maturidade!

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  7. corrigindo: *É...depois as pessoas NÃO entendeM pq um zé ninguém que se formou em Direito em alguma faculdade privada de esquina sempre acaba por lograr aprovação em concursos pra Magistratura ou Ministério Público mais facilmente. Simples, eles têm experiência de vida e muito mais maturidade!

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  8. Concordo com o conteúdo do texto, mas não entendi o que isso tem a ver com a esquerda. E o Ives Gandra não tem nada de grande, ao contrário, ultimamente só tem falado abobrinha. Não confie em muita coisa do que ele diz.

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  9. Fico contente em saber que pelo menos algum rico daqui resolveu doar algo para uma faculdade, coisa corrente nos EUA.
    Os EUA tem zilhões de defeitos, mas estão anos-luz do resto do mundo no quesito "vamos doar parte SUBSTANCIAL da fortuna".

    Semana passada mesmo, um amigo americano me confrontou: "É hora de começar a dar de volta para a sociedade o que conseguimos".

    Falando nessa tema, me incomoda muito que os empresários da noite gay aqui em SP em geral não façam quase porra nenhuma em termos de ajuda à causas e grupos de apoio do meio GLBT.
    Qualquer boteco gay fajuto nos EUA tá sempre fazendo alguma noite beneficente para ajudar portadores de HIV, gays sem-teto, etc etc.
    Me corrijam se eu estiver enganado, mas não vejo a TW, Bubu etc chegarem nem perto disso...

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  10. Nisso dá centros acadêmicos pouco representativos e com cartilhas de extrema esquerda.

    Fui muito politizado na Universidade e digo: Hippies! They're everywhere!
    They wanna save the Earth, but all they do is smoke pot and smell bad.

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