segunda-feira, 10 de maio de 2010

KAGAN E ANDAN

Na manhã de hoje, o presidente Barack Obama indicou a juíza Elena Kagan para ocupar a vaga que será aberta em breve na Suprema Corte americana. A indicação precisa ser aprovada pelo Congresso. E os republicanos, apesar de serem minoria, prometem mover céus e terras para melar o processo. Já estão acusando a indicada de praticamente tudo: esquerdista, despreparada, racista, nazista, corintiana, whatever. Ah, e lésbica, claro - Kagan é solteira, não tem filhos e não é exatamente uma rainha da beleza (sejamos francos, vai: tem a maior pinta de ser lésbica). Mas o que me irritou mesmo foi a resposta da Casa Branca. Ao invés de dizer que a orientação sexual não tem nada a ver com o desempenho de um juiz, os defensores de Kagan preferiram dizer que não há provas e que é tudo intriga da oposição. Ou seja, validaram o argumento do inimigo. Pode ser estratégia para garantir a vitória. Mas já pensou que legal se, depois de aprovada, a nova juíza assumisse publicamente sua sapatice?

2 comentários:

  1. Na verdade, esse era o meu plano também depois que eu assumisse o controle da nação. Mas acho que o Google pode botar tudo a perder.

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  2. Só falta colocarem a Cleycianne para participar da sabatina.

    Para o anônimo: infelizmente não. O salário valeria.

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