domingo, 9 de maio de 2010

SONHO INTERROMPIDO

Heath Ledger morreu. Heath Ledger morreu. Heath Ledger morreu. Impossível não ficar com isto batucando na cabeça durante "O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus". Ainda mais porque, logo em sua primeira cena no filme, o ator aparece enforcado, pendurado embaixo de uma ponte. Quis o destino que ele morresse de verdade durante as filmagens, e fosse substituído por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell. A solução até que funciona - os amigos funcionam como avatares do protagonista dentro do tal mundo imaginário - mas reforça ainda mais o refrão mental de "Heath Ledger morreu". O cineasta Terry Gilliam é um dos mais azarados do mundo. Suas filmagens são sempre acidentadas, e o processo tortuoso acaba se refletindo na tela. Como todos seus outros filmes, "Parnassus" é um delírio visual, com imagens vindas diretamente de sonhos. E também, como de costume, a narrativa é confusa, com idas e vindas desnecessárias e motivações sacrificadas em prol do deslumbramento. Vale a pena pelo clima psicodélico vitoriano, que foi indicado aos Oscars de figurino e direção de arte. E pela última interpretação, ainda que incompleta, do grande Heath Ledger.

5 comentários:

  1. Olá Tony,
    Dá uma lidinha nesta matéria sobre o Pitbull de Deus!
    Fanta Laranja e gatinhos.... Que santa é essa???
    bjus
    http://dn.sapo.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1564763&especial=Bento%20XVI%20em%20Portugal&seccao=SOCIEDADE

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  2. sobre o link.
    "é o pormenor que faltava".

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  3. Tony,
    Ainda não vi "O Mundo Imaginário..." então não posso comentar aqui - mas está na minha lista. Mas acabo de voltar do cinema onde vi algo que recomendo: "Segurança Nacional". O filme é tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim mesmo, que acaba virando uma comédia sem pretender sê-lo (o que faz ficar ainda mais cômico). A maioria das cenas é extremamente constrangedora e chega a provocar uma vergonha enorme no espectador - não dá nem pra explicar. Talvez a pior coisa que já tenha sido feita no cinema nacional, reunindo a maior coleção de clichês em um único filme - e certamente vai virar objeto de estudo nas escolas de cinema no futuro. Eu recomendo assistir em uma hora de almoço com um grupo de amigos - é diversão garantida.
    Abraço,
    *

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  4. Achei bem arrastado; me lembrava do Dr. Lao e acho que um dos charmes do filme são os avatares, em especial o Farell.

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  5. Nem tudo tem concerto, como nem toda refilmagem é boa.

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