terça-feira, 11 de maio de 2010

ALFORRIA DIGITAL

Há meses que a NET vinha ligando para mim, tentando me convencer das delícias da TV digital. Em vão: além de achar mínima a melhora da imagem proporcionada pela nova tecnologia, tentei explicar várias vezes que no momento não estou podeeennndo trocar de aparelho. Mas a NET não se deu por vencida e continuou me ligando. Até que na última vez eu fiz uma contra-proposta: “por que vocês não me oferecem algo que eu realmente esteja querendo, como um troço tipo TiVo?" A moça quase riu na minha cara, e respondeu que o pacote HD Max inclui um gravador digital. Capitulei e autorizei a instalação. E foi aí que minha vida mudou.

A primeira surpresa foi, dou o braço a torcer, a qualidade da imagem. A engenhoca foi acoplada à TV do meu quarto, que é o único ponto da casa que tem todos os canais que eu assino, if you know what I mean. É uma Gradiente imensa, de 1995. Funcionou maravilhosamente esses anos todos, mas de uns tempos para cá vinha apresentando chuviscos e fantasmas. Hora de trocar, pensei. Mas não é que foi só chegar a porra do HD Max e a imagem da véia ficar perfeita, nítida, cristalina?

Mas a grande mudança é mesmo a liberdade. Sou viciado em séries de TV, e todo santo dia tem pelo menos uma que me interessa sendo exibida em algum canal a cabo. Como também gosto de ir ao cinema, ao teatro, jantar fora e fazer muitas outras coisas que não envolvem televisão, vivia no eterno dilema: saio para ver “Tulpan” ou fico em casa assistindo “Ugly Betty”? Era comum ter que garimpar nos horríveis sites da Sony e do AXN os horários alternativos dos meus programas favoritos – geralmente em pleno fim de semana, só para atrapalhar meus outros planos.

Agora isto é passado. Sou um homem livre. Com poucos toques no controle remoto, estou gravando tudo que não tenho tempo de ver na hora. Até o if you know what I mean entrou na roda, rárárá. Já acumulei um montão de coisas no disco rígido, que só estão esperando um momento livre para serem devidamente assistidas. Claro que o que está duro de pintar é o tal de momento livre, mas para isto não há NET que dê jeito.

(Sei que não dá para acreditar, mas juro que este post não teve patrocínio de ninguém)

4 comentários:

  1. O Marcos Carioca vai adorar ler este post.

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  2. Precisamos voltar a trabalhar juntos. Quando eu trabalhava com voce eu gostava mais de TV por causa das dicas que vc me dava. Hoje assisto um quase nada de TV...

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  3. TV por assinatura acaba sendo um mal necessário.

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