sábado, 28 de novembro de 2009

TAPA NA PANTERA

De vez em quando um artista popular se volta para si mesmo e resolve fazer um trabalho para seus próprios botões. Dane-se o público que o alçou aos píncaros da glória: “já bajulei vocês demais, agora vou fazer o que eu gosto”. O que costuma provocar essa reviravolta é um acontecimento grave, como um acidente ou uma morte na família. E, na maioria das vezes, a obra resultante do furor auto-indulgente é beeem chatinha. Bom, não sei se Rihanna se encaixa no conceito de “artista” (popular ela é), mas o resto do enredo ela seguiu à risca. “Rated R”, seu novo CD, é uma piscina de água fria na cabeça de quem esperava mais musiquinhas grudentas, tipo “Umbrella” ou “Don’t Stop the Music”. Eu, por exemplo. O disco é declaradamente inspirado na surra que ela levou do ex-namorado Chris Brown no começo do ano. Tem letras sombrias, guitarras distorcidas e, apesar de muitas faixas agitadas, um climão de anti-festa duro de aguentar. Rihanna merece aplausos por se arriscar e ir contras as expectativas. E um tapinha por ter se tornado tão “madura” (marquetês para “amarga”) com apenas 21 anos. Ah vá, um tapinha não dói.

7 comentários:

  1. Opa! então vou dar uma conferida. Pra mim, arte tem que vir da alma e do sofrimento.

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  2. Adorei sua análise do Cd! Vou ouvir o mais rápido possível!

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  3. chatoooooooooooo como todo disco de deeevas beeeshassssss..nem perco tempo..anonimo carioca

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  4. aaah
    fala do novo cd, ou melhor, novo ep da gaga. fala! fala! fala!

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  5. E viva a misoginia! NOT

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  6. Ela e a Leona Lewis deveriam regravar "Hit Me Baby One More Time"

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