quinta-feira, 26 de novembro de 2009

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Admiro a desfaçatez dessas francesas que não deixam que um pequeno detalhe como a falta de voz atrapalhe suas carreiras de cantoras. Elas se garantem com charme, atitude e boas relações e os resultados muitas vezes são agradáveis. É o caso da primeira-dama Carla Bruni e também o de Charlotte Gainsbourg. Linhagem musical ela tem: seu pai Serge foi o mais importante compositor do pop francophone. Por outro lado, sua mãe Jane, apesar de inglesa, se inscreve tranquilamente na tradição nacional de cantoras sussurrantes e meio truqueiras. Charlotte pelo menos é inquieta e procura coisas inusitadas para gravar. Seu disco “5:55” foi produzido pela dupla Air, e era uma gostosura atmosférica. Dessa vez ela chamou o americano Beck para conduzir seu novo trabalho, “IRM” (a sigla em francês para o exame de ressonância magnética). Quem cadastrar o e-mail no site da moça recebe um link para baixar de graça a faixa-título. Não gostei muito não: pouca melodia e muita percussão. Preciso conferir o resto do CD. Charlotte ainda tem crédito comigo.

4 comentários:

  1. Acho que vai precisar mais do que um bom trabalho para apagar as cenas do Anticristo da minha memória.

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  2. não aguento essa mania francesa de mulheres sussurrando. é para ser sexy? mas é tão clichê!

    parece que toda propaganda de TV francesa termina com uma frase (tag line) sussurada por alguma mulher com voz de débil mental...

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  3. Vai passar documentário sobre a Jane Birkin no Eurochannel no domingo.

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  4. A música "5.55" é linda e dá um clima ótimo para qualquer namoro, sugiro!!

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