sábado, 21 de novembro de 2009

FESTA DE ARROMBA

"Minha Fama de Mau", a autobiografia de Erasmo Carlos, é gostosa de se ler, recheada de "causos" da Jovem Guarda e outros momentos da MPB. Alguns fazem até a linha mais-do-que-queríamos-saber. Mas o livro nem de longe é o retrato definitivo da vida e da carreira de um dos compositores brasileiros de maior sucesso de todos os tempos (como cantor, nem tanto). Erasmo escreve de maneira leve, e mantém o tempo todo o deslumbramento do menino pobre que vê um mundo de festas, mulheres e carrões se abrir à sua frente quando ainda era muito jovem. Mas os episódios difíceis, que existem em qualquer vida, são praticamente varridos para baixo do tapete. Especialmente o suicídio de sua ex-mulher Narinha, que merece um capítulo com menos de uma página. O Tremendão diz até hoje que não faz ideia por quê ela se matou, mas é claro que faz - e claro que tem todo o direito de evitar o assunto. Mas fiquei curioso em saber dos detalhes, que talvez só fossem revelados por um escritor mais isento. Só que não duvido que Erasmo, a exemplo do seu amigo-de-fé-irmão-camarada, também tirasse esse livro de circulação.

3 comentários:

  1. ELE FALA DO CASO COM A ROBERTA CLOSE?

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  2. vim pra SP lendo a Rolling Stone com uma matéria sobre o embarreiramento da Kika Seixas sobre o baú do Raul e pensei como o Brasil é atrasado nessa questão de liberdade de imprensa sobre biografias.

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  3. Pode ser atrasado nessa questao de biografias, mas, sinceramente, quem é que quer enquanto estiver vivo ter sua vida emiuçada em um livro? Ter os seus podres revelados ou outras coisas, as vezes bobas, mas que chocam algumas pessoas e depois disso ficar sempre sendo questionado e julgado por estranhos sobre aquilo? Em que vai acrescentar pra sua carreira? Em que vai acrescentar na vida de quem vai ler, alem de matar a curiosidade fofoqueira?

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