segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AHMADONNEJAD

O popstar iraniano já desembarcou no Brasil, levando a tiracolo seu namorado Maomé Trevas e obcecado como sempre pelos judeus. Mas é tudo embromação: o escritor irano-americano Reza Aslan já cantou o blefe. Ahmadinejad nega o Holocausto toda vez que reprime alguma manifestação estudantil, ou rejeita mais um acordo quanto à capacidade nuclear de seu país. Assim distrai a mídia, que fica soltando gritinhos de horror, enquanto desce o cacete à vontade na oposição. Mesmo assim, acho normal o Brasil ter relações diplomáticas com o Irã, como aliás todos os países europeus também têm. Mas ninguém fica puxando o saco do Mahmoud, apoiando sua eleição fraudulenta ou dizendo que lá brilha a mais prístina democracia. Ando relevando muita coisa do Lula, mas isto não perdoo. Tenho vontade de vomitar quando penso que o Mal-ajambrad está sendo recebido em Brasília com honras de chefe de estado (o que, de direito, ele não é). Menas, Lula, menas.

7 comentários:

  1. Não acho Tão normal assim esta diplomacia com o Irã, após receber o presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud AbbasShimon,na semana passada,creio que em respeito a "eles" o decoro protocolar poderia postergar esta visita. Tiro no pé do Lula após receber o convite de Shimon para participar do diálogo de paz.

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  2. Sinceramente, acho uma tristeza sem fim um país com uma história tao rica como o Ira viver esse período de trevas tao prolongado como o que eles vivem desde a Revolucao Islamica. Eles tinham tudo para ser uma Turquia do Oriente Médio, viver em uma sociedade tolerante e mais desenvolvida... mas continuam insistindo nesse isolamento que só prejudica a eles mesmos.

    E o pior é ver os filhos dos asilados políticos iranianos no exterior, e ter certeza de que eles perderam completamente a conexao com o país.

    É, ser brasileiro nem é tao complicado assim algumas vezes...

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  3. Comentário fútil: adoro o trocadilho, Ahmadonnejad, adoro!

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  4. Olha Tony, gostei mais uma vez do seu texto. Mas acho que todos vemos que uma razão real para a visita, e não é a mais pura casualidade diplomática o presidente da ANP e o Shimon Peres terem vindo ao Brasil há menos de um mês. A verdade, Tony, é que os Estados Unidos precisam de um canal diplomático para conversar com o Irã e com a Palestina sem irritar a oposição doméstica e sem parecer que se está forçando um governo soberano a algo indesejado. A mesma coisa acontece com Israel, que tem trânsito livre na América mas cujo chefe de governo, que é um primeiro ministro, cai rápido se tentar uma abordagem como Irã que não seja o confronto, direto ou indireto.
    E não esqueça, agora que o Iraque é protetorado americano, o país do mundo com maiores reservas de petróleo é o Irã.

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  5. Esse puxa-saquismo do presidente do Irã é o fator "Lula-paz-e-amor" entrando em ação nas relações diplomáticas.

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