domingo, 11 de outubro de 2009

A VINGANÇA DOS BASTARDOS

Apesar de ser uma fantasia destrambelhada sobre a 2a. Guerra Mundial, "Bastardos Inglórios" não é exatamente um filme de guerra. O tema principal é o cinema em si: como ele dá a liberdade de reescrever a história, e como ele próprio tem o poder de influenciar essa história. Mesmo recheado de absurdos - uma tropa de judeus caipiras e malvados, matando nazistas com tacos de beisebol? - este é o filme mais sóbrio de Quentin Tarantino. Ao contrário de "Kill Bill", aqui há poucas intervenções pop ou quebras de narrativa. As cenas são longas, chamadas de "capítulos", e o elenco enorme faz com que a trama às vezes pareça não ter rumo. Mas tem: o final é antológico, com toda a cúpula do III Reich encurralada dentro de um cinema em chamas. O austríaco Christoph Waltz é favorito para o Oscar de ator coadjuvante, talvez porque faça o que nenhum ator americano consegue: fala alemão, inglês, francês e italiano em cena, sempre com perfeição. "Bastardos Inglórios" é um bom programa: um delírio vingativo sobre o maior conflito de todos os tempos, com a inteligência emocional de um garoto de 14 anos.

(Em tempo: adoro o título despretensioso que o filme recebeu em Portugal - "Sacanas Sem Lei".)

9 comentários:

  1. deixei pra ver nesse fds.. mas nao deu,.. verei no decorrer da semana.

    :)

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  2. seus comentários sobre filmes são sempre tão superficiais...

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  3. estou muito curioso pra ver esse filme! adoro o tarantino!

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  4. Ex-genrinho vingado12 de outubro de 2009 06:12

    Tonyco,

    Como já havia comentado,eu simplesmente amei esse filme...A vingança que nunca ocorreu pode ser vista e vivida na telona.Não me considero vingativo,mas tarantino conseguiu uma catarse judaica.E eu entrei de cabeça e taco de baseball nesses filhos-da-puta desses nazistas!

    Beijomeliga!

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  5. Eu adorei o filme, a tela pegando fogo e projetando a imagem da Melanie Laurent é otima. Mas isso de todo mundo morrer, assim do nada, não tem graça...

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  6. É Tarantino no seu melhor, num outro registo, mas não menos Tarantino.

    Tarantino responde à nossa fantasia de encurralar os maus todos no mesmo sitio e deitar-lhes fogo, consegue ainda, tal como nos outros filmes, fazer-nos empatizar (e vibrar)com a violência nem que para isso tenhamos que ser igulamente muito violentos.

    Eu adorei

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  7. Eu fui com o meu bf, seu filho e minha sogra de 77 anos...e ainda sentei ao lado de uma senhora de 86 anos...e saimos todos do cinema com a sensacao que fariamos a mesma coisa....nos filmes sobre nazistas e judeus, estes, sempre tiveram um papel de ratos e submissos, mas no filme os papeis se invertem...delicia, justica feita na ficcao e dentro de uma sala de cinema, melhor impossivel....e a cena do Hitler pedindo chiclete p sua guarda pessoal eh impagavel...bjus

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  8. Tony gostaria de saber a tua opinião sobre isto: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=1389462

    Um abraço,

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