quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

AINDA A GUERRA

Parece que o conflito na Faixa de Gaza se aproxima do final, Deus queira que sim. Mas o que deve continuar por um bom tempo é a guerra de opiniões nos jornais e revistas. Estou ficando enjoado de ler argumentos frouxos a favor dos dois lados, e também dos apelos simplistas por "paz agora!", que de maneira nenhuma garantem a paz amanhã. Não tenho uma opinião formada sobre este imbroglio todo, e acho até bom não ter. Mesmo assim, continuo dando tratos à bola:

- Se o final da 2a. Guerra Mundial estivesse acontecendo nos dias de hoje, a mídia estaria cheia de imagens de criancinhas alemãs mortas, e muita gente estaria criticando a reação "desproporcional" dos Aliados (de fato, morreram 22 vezes mais civis alemães do que ingleses). Também estaríamos debatendo se de fato os nazistas são tão malvados assim: afinal, foram eleitos democraticamente e por ampla margem, e apenas uma fração se dedica a atividades violentas. O resto trabalha em escolas, hospitais, floriculturas... Acontece que o nazismo precisava ser derrotado. Foi pago um preço caríssimo, em vidas e infra-estrutura? Claro que foi. Mas a alternativa seria vivermos hoje sob o manto do III Reich. Alguém se habilita? Por isto, é sempre bom lembrar que a guerra em Gaza não é exatamente contra os palestinos, mas contra o Hamas, uma organização sanguinária que, se pudesse, condenaria à morte a maioria dos leitores deste blog.

- Por outro lado, esta ofensiva militar de Israel pode até render votos nas eleições de fevereiro, mas a longo prazo só vai colher tempestades. Seria necessário eliminar cada um dos palestinos da face da Terra, e talvez todos os seus simpatizantes, para que um movimento insano feito o Hamas não surgisse dentro de alguns anos. Mas este tipo de solução final não é viável desde os tempos de Gengis Khan. O Hamas pode até ser desbaratado e parar de atirar foguetes em Israel. Mas daqui a uns 10, 15 anos, os órfãos de Gaza vão querer vingança. E vão ter quem os ajude.

- Quanto mais eu penso, mais me convenço da necessidade de um estado só. Já imaginou, dois estados lado a lado? Sendo que a Palestina não teria um território contínuo, e dependeria de Israel para quase tudo? Sem falar no problema da partilha de Jerusalém, que nenhum dos lados aceita. Pois que Jerusalém permaneça una e se torne a capital gloriosa de um único país, onde todos são iguais.

20 comentários:

  1. Tá melhor que muito editorial de jornal.

    Os 2 lados erram e é difícil saber quem está certo, mas uma coisa é certa: a situação não será resolvida pelo Celso Amorim, Evo Morales e Hugo Chaves e suas atitudes infantis.

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  2. Caro
    Tony, eu a beira do 40 ja nao enxergo tao bem.
    Por favor, aumenta essa letra.please

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  3. O tamanho da letra depende da resolução da tela do seu computador. No meu trabalho, por exemplo, as letras do meu blog aparecem imensas; no computador de casa, nem tanto.

    Tente mudar a resolução da sua tela e depois me diga se funcionou.

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  4. B R I L H A N T E !!!!

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  5. beira dos 40, se vc usa o explorer deve ter uma lupinha no lado esq inferior da janela. clique lá e deixe a letra do tamanho q achar melhor.

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  6. fala pra Kátia-bilú-cega ir em "view" no brwoser dela e escolher uma fonte maior. Não precisa pedir pra o dono do blog aumentar a letra. Cacura da moléstia essa....
    Anyways amoire... Quando nos encontrarmos te explico esse babado todo de israelenses e palestinos. É mais fácil do que vc imagina entender esse conflito, açoes de lá e cá. Não se preocupe nem perca o sono por isso. um beijo e me liga pra agendar um faxinon!!

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  7. Como já falei, isso não terá fim nunca!

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  8. Para mim essa guerra tem relação com o comércio internacional de armas. Precisavam de uma depois que os republicanos nos EUA perderam as eleições. O povo que financiou a campanha tinha que fazer dinheiro, ainda mais com a crise. Uma guerrinha faz muito bem aos bolsos desse povo já que o assunto Iraque esfriou.
    Questões raciais são só pretesto.

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  9. Um único país??? Judeus e muçulmanos? Israelenses e palestinos? Vai ser pior do que a África do Sul era há duas décadas. Você reclama e nos brinda com mais um apelo simplista de paz. E eu perdi meu tempo lendo.

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  10. Não, anônimo, Israel de hoje é que lembra a antiga África do Sul. E veja o que aconteceu naquele país: hoje pretos e brancos convivem em razoável harmonia. Não há amis conflitos raciais de grande porte. Há sim, criminalidade e AIDS, mas isto é outro problema.

    Não acho que seja fácil chegar na solução de um estado único, porque há muita gente contra. Mas nnao acho impossível, e a históira está cheia de exemplos em que etnias diferentes conviveram pacificamente no mesmo espaço (judeus e muçulmanos inclusive).

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  11. Claro, temos excelentes exemplos da "unificação" européia, como os conflitos na ex-Iugoslávia, na ex-União Soviética, até na Espanha, tudo por juntarem povos que se odeiam historicamente. Até a Bélgica deve sumir do mapa...

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  12. Mas aí teremos enormes diferenças sociais, com judeus ricos e islamitas pobres... não sei o que é pior.

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  13. Se eu fosse israelense, ia querer certamente uma doméstica palestina... Uma Lindhi Nahava, rarará.

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  14. Lindinalva, morri de rir, vc é tuda!

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  15. A questão é complicada mas, pra mim, a solução é sempre a mesma: educação e oportunidades para os mais jovens! Já estive em Gaza e a pobreza é tanta que, em comparação, uma favela no pior lugar de Diadema ou Osasco vira bairro nobre. Ou seja, prato cheio para qualquer extremista recrutar crianças e adolescentes, fazendo uma lavagem cerebral de primeira. Se Israel investisse no local (e em outras áreas pobres, dos dois lados) e criasse cidadãos com uma maior capacidade de discernimento, seria muito mais efetivo no combate a grupos como o Hamas e o Hezbollah. Inclusive a ponto de criar um Estado Judeu-Palestino-Cristão.

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  16. Só para complicar...religião, claro:
    "Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus: o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses seu povo próprio, de todosos povos que há sobre a terra" (Deuteronômio).
    E o Profeta não deixa por menos: "Eu sou ordenado a lutar até que os homens dêem testemunho de que não existe deus a não ser Deus, e seu Mensageiro é Maomé."
    Nem o Alcorão: "A luta está prevista para ti."
    É muito complicado, esta guerra é mitológica, está no inconsciente coletivo. Triste, muito triste.
    (aliás, triste é eu ficar lendo comparações entre o Velho Testamento e o Alcorão durante as férias, ao invés de Sabrina...I love Fábio!)
    Beijocas, Ju Mom

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  17. Tony, continuo concordando com vc que deve haver um unico estado seprado da religi
    ao que for, mas o problema é que vc nao reconhece as atrocidades que israel vem promovendo... toda a comunidade internacional jah reconheceu, inclusive os crimes de guerra que vem sendo promovido. e sei que pode não ter sua sua intenção, mas o que vc estaria comparando ao nazismo??? o hamas ou o islamismo? outro ponto que não é percebido é que israel simplesmente quer sumir, como vc disse, com os palestinos do mapa, não aceitam qqr coisa q não seja hebraica morando nakelas terras que são deles por direito divino.. umk pensamento mais q facista na minha opinião... super concordo com o amigo acima.... quero v er se existiria essa guerra caso o povo palestino não fosse fadado a mais completa miséria,,,

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  18. Sim, Jessé, Israel está exagerando, e muito, e o que não falta por lá são radicais que querem a Palestina toda para eles, por direito "bíblico" - vide as colônias na Cisjordânia, um absrudo total, Mas também há gente à esquerda que prega um estado úncio, e eu me identifico com elas (sim, com a esquerda - surpresaaaa!),

    O Hamas prega uma teocracia islâmica. Um estado fascista-religioso. É a segunda pior coisa na face da Terra (a pior é o stalinismo fossilizado ainda em vigor na Coréia do Norte). Não sou contra o islamismo, imagine. Mas o fundamentalismo islâmico (assim como o cristão) é um tumor maligno, que deve ser extirpado o mais rápido possível. E extirpar não quer dizer matar: quer dizer erradicar as condiç˜øes que propiciam o surgimento desse pensamento radical. Já pensou se, ao invés de atacar Gaza, Israel "invadisse" o território com escolas, hospitais, saneamento, shopping centers? Ia custar mais barato que a guerra, e os palestinos iriam aderir a Israel. Claro que isto significaria que Israel não seria mais um estado judaico, e sim bi-nacional, ou sej,a meu sonho virando realidade. Mas tem gente contra por todos os lados...

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  19. Alguem tem que ganhar uma guerra, certo? Sempre foi assim. Impasses geram guerras que geram um ganhador e isso termina com o impasse. É um horror mas é verdade.

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  20. Genthem! Divide o espaço por mil e tira na sorte! Nada, nada é possível para sarar as feridas sempre reabertas. Só duas ou três gerações DEPOIS de um massacre (de alguém de sua família) é que os netos/bisnetos começam a ficar com uma preguiiiiça de se vingar. Pensem em suas próprias famílias (sejam de que religião forem) e vão concluir que não há fim para esse ódio, que se renova ininterruptamente. E, por último, todas as nações que se transformaram em "Estados" - do jeitinho certo prá colocar no mapa pintadinho de uma cor só - sem respeitar as etnias/religiões, continuam a se matar. A África é bom exemplo, a Índia/Paquistão, outros países do leste europeu, todos se engalfinhando sem tréguas, justamente porque não existe o intervalo entre as ofensas de cada parte, para que o manto do tempo resfrie os ódios. Aprendamos, humanidade, não é possível usar a cartilha "ocidental e democrática" para todos os males. Quanto à intromissão mundial na vida de palestinos e "israelenses" que moravam naquele local, não há solução, com um povo que gera riqueza 60 (sessenta) vezes mais que outro, dividindo a mesma terra seca... a luta lá é pela água, pela vida e, sendo assim, vale tudo!

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